Ciência prova o erro de John McEnroe em Wimbledon-1981

Você não pode estar falando sério, protestou o famoso tenista norte-americano John McEnroe em Wimbledon, em 1981, quando o árbitro indicou que um de seus saques foi fora.

AFP |

As palavras de McEnroe se tornaram uma frase corrente nas contestações das decisões de árbitros e juízes de linha de todo o mundo. Porém, mais de 25 anos depois, a ciência encontrou uma resposta para estes desentendimentos.

Um artigo do jornal britânico Proceedings of the Royal Society B analisou 1.473 discordâncias entre 246 tenistas profissionais e juízes de linha em 2006 e 2007.

O estudo comparou os pontos de vista de ambos com a decisão final emitida pelo Hawk-Eye (Olho de Falcão), sistema de alta tecnologia utilizado pela Associação de Tênis Profissional (ATP), que pode indicar a posição da bola com uma precisão de três milímetros.

"Os jogadores e os juízes de linha são admiravelmente hábeis" ao indicar o local onde a jogada é concluída e com uma precisão de poucos centímetros, quando a bola chega a 180 quilômetros por hora", afirma o autor do estudo George Mather, da Universidade de Psicologia de Sussex.

Mas os juízes são mais confiáveis do que os jogadores, pois acertam 61% dos lances, segundo os cálculos de Mather.

Mather constatou que ocorrem mais erros quando a bola toca a 100 milímetros da linha da quadra. Nesse caso, em um a cada 12 jogadas o juiz comete um erro.

Uma razão para isso poderia ser que os juízes de linha de base/serviço estão situados muito mais próximos da linha que os juízes de lado/centro, uma distância de 5,5 m contra 8,7 m.

Como resultado, a imagem da bola passa rápido demais pela retina para que o cérebro a fixe em uma posição imediata. A este fenômeno se dá o nome de predisposição da retina ao movimento.

ri/dm

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