CIDH pede a Honduras que tome medidas para proteger pessoas

Washington, 4 jul (EFE).- A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) ampliou hoje a lista de pessoas que solicitam ser protegidas pelo Governo de Honduras, e pediu que se relate sobre seu paradeiro em um prazo de 48 horas.

EFE |

A CIDH, um organismo autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou que "se adotem as medidas necessárias para assegurar a vida e integridade" de todas as pessoas incluídas nesta lista.

Em particular, se referiu às pessoas detidas ou que se encontram com paradeiro desconhecido, e pediu que se relatório sobre seu estado e se liberte a aqueles que tenham sido detidos de maneira arbitrária.

A Comissão foi informada que os jornalistas Esteban Félix e Nicolás García foram detidos no dia 29 de junho e levados a um escritório de imigração onde foram interrogados por seus vistos para trabalhar no país.

Além disso, também recebeu informação de que o jornalista Juan Ramón Sosa, foi golpeado e insultado quando cobria uma informação, e o diretor da rádio "Cadena Vozes", Dagoberto Rodríguez, recebeu ameaças por telefone.

A CIDH deu um prazo de 48 horas para receber a informação e lembrou, segundo a Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, que "devem ser tomadas todas as medidas necessárias para assegurar a vida e integridade dos defensores dos direitos humanos, jornalistas, familiares do presidente Zelaya, e observadores internacionais".

A Comissão também deu um prazo de 24 horas para receber os esclarecimentos oportunos sobre a repressão das manifestações pacíficas do dia 2 de julho e do ataque contra o jornal "La Prensa", de San Pedro Sula, em 29 de junho.

O mecanismo de medidas cautelares estabelece que em casos de gravidade e urgência, a CIDH poderá, por iniciativa própria ou a pedido dos afetados, solicitar ao Estado em questão a adoção de medidas para evitar danos irreparáveis às pessoas. EFE elv/ma

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