CIDH considera que não há separação de poderes na Venezuela

Caracas, 4 abr (EFE).- O presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o chileno Felipe González, opinou que na Venezuela não há uma separação de poderes e que isso afeta negativamente a qualidade de sua democracia.

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O presidente da CIDH considera que a democracia venezuelana apresenta "graves limitações" porque "a democracia implica que haja separação de poderes públicos". As declarações foram publicadas hoje pelo jornal venezuelano "El Universal", que entrevistou González em Whashington.

Além disso, o presidente também aprovou plenamente o último relatório da CIDH sobre a Venezuela que denuncia a existência de intolerância política, liberdade de expressão restringida, hostilidade em relação aos dissidentes, violência e impunidade.

O relatório foi realizado sem que os membros da CIDH fossem a Venezuela, já que a organização não tem autorização de atuar no país desde o golpe de Estado de abril de 2002.

A Venezuela mantém uma relação tensa com a CIDH desde o golpe. Na época a organização reconheceu por um breve período o governo golpista de Pedro Carmona.

O último incidente entre a CIDH e Caracas aconteceu quando o ex-dirigente opositor Oswaldo Álvarez e Guillermo Zuloaga, presidente do canal privado Globovisión, foram processados.

Em ambos os casos a CIDH interpretou a ação da Promotoria como uma confirmação de que na Venezuela os dissidentes são perseguidos e criminalizados por expressarem opiniões diferentes às oficiais.

Álvarez, que permanece detido, afirmou em entrevista ao canal Globovisión que a "Venezuela se transformou em um centro de operações que facilita os negócios do narcotráfico" e que o Governo do presidente Hugo Chávez viola os direitos humanos e tem relação com o grupo terrorista ETA e com a guerrilha colombiana das Farc.

EFE rr/pb

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