CIDH condena uso da força contra simpatizantes de Zelaya

Washington, 22 set (EFE).- A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou hoje energicamente o uso excessivo da força durante as manifestações nos arredores da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está o deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya.

EFE |

A CIDH fez uma chamada "urgente" ao regime no poder para adotar todas as medidas necessárias para garantir o direito à vida, à integridade e à segurança de todas as pessoas.

Especialmente, a Comissão pediu às autoridades que respeitem o direito à vida e à integridade dos detidos, assim como dos membros da família Zelaya e de seu gabinete, e de todas as pessoas que se encontram na embaixada brasileira.

"Neste marco, forças policiais e militares reprimiram os manifestantes na área da embaixada, aplicando uso excessivo da força, utilizando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha", denunciou o organismo.

A CIDH afirmou, em comunicado, que recebeu informação de que "centenas de pessoas" foram detidas e que agentes estatais lançaram bombas de gás lacrimogêneo na sede do Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh), quando estavam recebendo denúncias e testemunhos de pessoas feridas durante a repressão.

Além disso, afirmou que a embaixada do Brasil estaria cercada por forças de segurança do Estado e isolada de qualquer comunicação com o exterior, após um corte de energia elétrica na zona.

A Comissão Interamericana "pede às autoridades de fato que investiguem o uso excessivo da força utilizada na repressão da manifestação de apoio" a Zelaya e que sancione os responsáveis das violações aos direitos humanos determinados nas investigações.

Além disso, a CIDH, um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), reiterou sua chamada ao Governo no poder que "respeite as manifestações públicas". EFE elv/an

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