Cidades brasileiras caem em ranking de custo de vida

A forte desvalorização do real nos últimos meses provocou uma queda das cidades brasileiras em um ranking anual que mede o custo de vida para estrangeiros em 237 cidades do mundo.

BBC Brasil |

O Rio de Janeiro, cidade brasileira mais cara para os estrangeiros segundo o ranking da consultoria de recursos humanos ECA International, divulgado nesta quinta-feira, é a terceira mais cara da América Latina, mas apenas a 139ª no ranking geral.

As outras duas cidades brasileiras incluídas no ranking foram São Paulo - quinta mais cara da América Latina e 161ª no geral - e Brasília - sexta na região e 162ª no geral.

No mesmo ranking divulgado no ano passado, o Rio de Janeiro aparecia na 91ª posição, Brasília na 98ª e São Paulo na 105ª no ranking geral. A queda é atribuída à desvalorização de mais de 30% no real nos últimos meses, que tornou o custo de vida nas cidades mais baixo para os estrangeiros.

A cidade mais cara do mundo para estrangeiros, segundo o ranking da ECA Internacional, é Luanda, a capital de Angola, que já aparecia na mesma posição no ranking do ano passado.

Em seguida no ranking vêm quatro cidades japonesas - Tóquio, Yokohama, Nagoya e Kobe. A capital da Rússia, Moscou, é a 6ª do ranking, seguida de Abuja, na Nigéria, Copenhague, na Dinamarca, Oslo, na Noruega, e Genebra, na Suíça.

Parâmetros

O ranking compara o custo de uma cesta de 125 produtos e serviços mais comumente consumidos por funcionários estrangeiros trabalhando nas cidades avaliadas, entre eles comida, bebida, cigarro, roupas, refeições em restaurantes e transporte.

O objetivo da pesquisa é fornecer às empresas parâmetros para definir os adicionais financeiros oferecidos aos empregados transferidos para o exterior. Itens normalmente incluídos nos pacotes oferecidos pelas empresas, como aluguel, não foram incluídos na pesquisa.

Caracas, a capital da Venezuela, foi a cidade com o maior aumento proporcional do custo de vida entre todas as pesquisadas, saltando da 128ª posição para a 18ª no ranking geral desde a última pesquisa, divulgada no ano passado.

Segundo os responsáveis pelo estudo, uma inflação de mais de 40% ao ano, além de uma moeda fortalecida, tornou os produtos e os serviços 28% mais caros para os estrangeiros na cidade nesse período.

Dólar forte

O fortalecimento do dólar no último ano provocou uma elevação no custo de vida para os estrangeiros nas principais cidades americanas, que subiram consideravelmente no ranking deste ano em relação ao ano passado.

A região de Manhattan, em Nova York, que no ano passado aparecia em 54º no ranking, subiu para 21º, enquanto Los Angeles subiu da 87ª posição para a 26ª.

O ranking deste ano também indicou uma queda acentuada no custo de vida para estrangeiros em cidades antes listadas entre as mais caras do mundo.

Londres, que no ano passado aparecia em 10º lugar, é hoje apenas a 72ª mais cara do mundo, segundo a pesquisa da ECA International. Outra cidade que teve uma queda acentuada é Seul, capital da Coréia do Sul, que caiu da 7ª para a 90ª posição.

Assunção, no Paraguai, subiu da 231ª para a 222ª posição no ranking, mas permanece como a cidade latino-americana mais barata para os estrangeiros, segundo a pesquisa.

A cidade mais barata para os estrangeiros entre as 237 pesquisadas é Maseru, no Lesoto.

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