Cidade opositora de Tarija completa 24 horas de greve contra Evo Morales

A cidade opositora de Tarija, capital da região mais rica em gás da Bolívia, chega nesta sexta-feira a 24 horas de uma greve geral contra o presidente Evo Morales, que no domingo colocará em jogo seu cargo em um referendo nacional, informou o líder cívico Reynaldo Bayard.

AFP |

"Estamos em uma greve com 80% de adesão", disse por telefone Bayard à AFP, ao assegurar que a rede de transportes públicos, o comércio e os serviços privados acompanham a greve.

O líder explicou que a greve é realizada "contra o presidente Evo Morales pela agressão brutal sofrida na terça-feira", quando a Polícia repeliu grupos cívicos que protestavam no local onde seria realizada uma reunião dos presidentes de Bolívia, Argentina e Venezuela.

Devido ao protesto o encontro não foi realizado.

Bayard disse que há uma campanha local para votar pelo "Não" ao presidente Morales, porque "realiza um governo que não é para todos os bolivianos".

O mandatário, seu vice e oito prefeitos terão seus mandatos submetidos a uma consulta revocatória e ratificatória, em uma tentativa do governo de acabar com a crise política.

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