Cidade japonesa de Sendai sofre desabastecimento após terremoto

Cidade está paralisada e com a maioria dos supermercados fechada. Os poucos estabelecimentos que abriram têm longas filas

EFE |

Desde o terremoto, a cidade japonesa de Sendai está dominada por helicópteros que buscam sobreviventes da tragédia, enquanto seus habitantes tentam se manter com as últimas reservas de alimentos e combustível.

Apesar de a maioria dos edifícios permanecerem de pé, a cidade está paralisada, com seus estabelecimentos comerciais fechados e várias áreas sem eletricidade.

Nos poucos supermercados que abriram no domingo, dezenas de pessoas formavam longas filas para comprar alimentos, enquanto os motoristas esperavam por horas nos postos de gasolina para conseguir abastecer.

Em uma galeria em frente à estação de Sendai, grupos de jovens ofereciam carregadores de celular para quem precisasse. Um salão próximo à estação oferecia café quente e banhos gratuitos, enquanto alguns cidadãos pediam cerca de mil ienes (quase nove euros) por dois pacotes de macarrão instantâneo.

O aeroporto de Sendai, destruído pelo tsunami, continua alagado, com edifícios invadidos pelo lodo e carros amontoados. Uma testemunha explicou como o tsunami destruiu edifícios de escritórios como o da empresa Caterpillar, que no momento do terremoto estava repleto de trabalhadores.

Pouco mais ao sul, a pequena cidade de Natori tenta recuperar a normalidade com a circulação dos primeiros ônibus públicos, apesar da enorme quantidade de casas danificadas, muitas delas derrubadas pelo terremoto ou pelo tsunami.

Reuters
Moradores fazem fila para tentar comprar comida em supermercado de Sendai

Muitos japoneses passam a noite deste domingo (horário local) em albergues ou abrigos improvisados. Em outras regiões, os próprios cidadãos tentam organizar o trânsito e advertir aos motoristas sobre os riscos de deslizamentos de terra e locais onde há fendas na estrada e pontes derrubadas.

Por enquanto, a Polícia tenta controlar os acessos à costa oriental de Ibaraki, Fukushima e Miyagi para facilitar o trabalho das equipes de resgate. No litoral de Fukushima, o Exército se mobilizou com helicópteros.

A maioria da casas da região está destruída, enquanto carros continuam largados pelas ruas, da forma como foram deixados durante o terremoto. Por enquanto, grande parte do nordeste japonês segue imerso na penumbra, com as portas de edifícios fechadas à espera de que o país consiga voltar à normalidade. 

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