Cidade espanhola vive distúrbios após morte de imigrante

ALMERÍA - A cidade de Roquetas de Mar, na província de Almería, no sul da Espanha, viveu sua segunda noite de distúrbios após o assassinato, no último sábado, de um imigrante senegalês supostamente morto por um espanhol de etnia cigana que está foragido.

EFE |

Acordo Ortográfico Os distúrbios, em que jovens africanos enfrentaram as forças de segurança, aconteceram em um bairro onde moram vários imigrantes e famílias espanholas de poucos recursos.

Os enfrentamentos desta madrugada resultaram na prisão de quatro africanos e deixaram pelo menos um agente da Guarda Civil ferido, informaram fontes do governo em Almería.

Os últimos quatro detidos por desordens públicas e crimes de atentado e resistência à autoridade se somam aos outros quatro presos nos incidentes que ocorreram após o assassinato do jovem senegalês.

Tarde tranquila

A segunda noite de enfrentamentos começou após uma tarde de domingo traquila, quando um morador que caminhava pelo bairro sofreu uma queda acidental e precisou de atendimento médico.

A ambulância disponibilizada para ajudá-lo foi recebida por vários africanos que tentaram agredir os médicos e enfermeiros com pedras e garrafas.

Pela segunda noite consecutiva, várias barricadas de contêineres pegando fogo foram montadas nos arredores da Praça de Andaluzia, onde as autoridades dispersaram os grupos que se formavam.

Morte de imigrante

Os distúrbios se desencadearam após a morte a punhaladas, na noite de sábado, de um jovem senegalês que tentava apartar uma briga criada, supostamente, por um acerto de contas relacionado às drogas.

Na primeira noite de incidentes, que se prolongaram durante várias horas, foram incendiadas duas casas.

O prefeito de Roquetas de Mar, Gabriel Amat, descartou que os distúrbios sejam "um caso de racismo" e pediu tranqüilidade para que se mantenha a convivência pacífica, característica da região até agora.

No local reside um grande número de imigrantes, 25.407 recenseados, que representam 30,95% da população.

O prefeito insistiu que os distúrbios não têm relação com racismo, mas estão relacionados a uma briga isolada, na qual um "valente" pagou o pato ao tentar apartá-la, disse em alusão ao jovem morto.

Amat pediu ao governo espanhol que regule a chegada de imigrantes para que a região não se transforme em "um paraíso onde depois possam ser geradas dificuldades devido à quebra da estabilidade de quem já está" no local e "precisa trabalhar".

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