Cidade do México diz que casos de gripe parecem estabilizados

México, 29 abr (EFE).- O prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, assegurou hoje que os casos suspeitos de contágio de gripe suína na capital mexicana, onde na terça-feira foi registrada apenas uma morte, mostram uma tendência de estabilização.

EFE |

Em coletiva de imprensa, as autoridades da capital afirmaram que ontem se registraram 346 novos casos suspeitos de infectados e que nos 28 hospitais e 220 clínicas da cidade 115 pessoas seguem internadas.

Segundo os números divulgados pelo Governo do México ontem à noite, a gripe pode ter causado 159 mortes no país, das quais sete foram confirmadas.

Foram detectados no país 2.498 pessoas com síndrome respiratória aguda severa, possivelmente associadas à influenza suína, das quais 1.311 seguem hospitalizadas.

No total morreram na capital mexicana 26 pessoas por complicações respiratórias atípicas.

O prefeito Ebrard reiterou que os dois objetivos da Prefeitura são "frear a velocidade de contágio do vírus" e "reduzir ao máximo possível ou até evitar novas mortes".

Segundo o prefeito, a cidade se encontra no ponto em que o "número de casos (suspeitos) de contágio tende a se estabilizar".

"Quando confirmarmos que todas as medidas alcançaram esse objetivo e que o número de mortes está caindo, então poderemos fazer com que a cidade passe de uma etapa de alerta máximo a uma de alerta", disse o político.

Ebrard reconheceu que "muitas" das medidas sanitárias adotadas pela cidade, que tem 19 milhões de habitantes, "afetam diversos setores".

"O que temos que nos perguntar em primeiro lugar é qual é o valor a ser protegido: o valor a proteger é a vida humana", apontou o prefeito, que proibiu atividades em casas de shows, museus, bares, discotecas e ginásios.

Por enquanto, o prefeito descartou tomar novas medidas como suspender o transporte público na Cidade do México, porque isso "geraria uma situação muito difícil na cidade".

Desde sexta-feira passada, o Distrito Federal atendeu a 39.712 pessoas, das quais 24.995 apresentavam infecções nas vias respiratórias. EFE jd/rr

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