Cidadãos da capital do Chile reprovam reação do Governo a terremoto

Santiago do Chile, 7 mar (EFE). - Um total de 60,4% dos habitantes de Santiago disseram reprovar a reação do Governo após o terremoto de 27 de fevereiro ao considerarem que foi tardia e ineficiente, segundo uma pesquisa publicada hoje pelo jornal El Mercurio.

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"Apesar 34,2% dos santiaguinos consideram que essa reação foi 'a tempo e eficiente'", diz a pesquisa, realizada pelo próprio jornal e pela empresa Opina. Foram feitas 600 entrevistas com pessoas acima de 18 anos residentes em diferentes regiões da capital chilena, com uma margem de erro de 4%.

Ao comentar a atuação do Governo para restabelecer a ordem nas áreas afetadas pelo tremor, 71,8% a consideraram "tardia e ineficiente" e 23,6% apontam que foi "a tempo e eficiente".

Já em relação à ausência de alerta sobre o tsunami, 48,1% atribuiu o erro à Marinha, 19,2% disse acreditar que o Governo não entendeu as mensagens e 21,6% diz que todos são responsáveis.

Um total de 48,4% dos entrevistados opinou que o não envio de militares às áreas afetadas no primeiro momento se deve ao fato de que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, não queria terminar seu mandato - ela deixa o cargo na quinta-feira - com soldados nas ruas, e 27,7% disseram acreditar que a presidente não considerou a medida necessária.

Para 66% dos consultados, as construtoras e imobiliárias são responsáveis pelos danos registrados em edifícios, muitos deles novos ou quase novos, enquanto 9,9% atribuem essa responsabilidade aos municípios, 4,7% ao Governo e 15% a todos.

Sobre os saques, 71,2% dos entrevistados disseram acreditar que são injustificáveis e 26,1% falaram que são reprováveis, mas se justificam em casos de necessidade.

Já 84,6% opinaram que os saques foram atos criminosos, enquanto 11,3% disseram que foram motivados pela necessidade.

Além disso, 55,7% dos entrevistados consideram que as novas autoridades de Governo, que assumem no próximo dia 11, estão preparadas para fazer frente à crise, ao contrário dos 33,4% que pensam que não estão.

Para 82,4% dos entrevistados, os chilenos foram solidários frente à catástrofe. Já para 15% deles, isso não aconteceu.

No total, 51,1% dos consultados disseram que o Chile sairá fortalecido da catástrofe, e para 45,3% deles, o país ficará com danos que demorarão a ser reparados. EFE ns/bba

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