O ciclone tropical Nargis, que atingiu o oeste de Mianmá no sábado, deixou mais de 10 mil pessoas mortas, de acordo com declarações do ministro birmanês de Relações Exteriores, Nyan Win, à emissora de televisão estatal do país. O ministro disse que o governo de Mianmá está pronto para aceitar as ofertas de ajuda internacional.

Os carregamentos de suprimentos para o país estão sendo preparados.

Se os dados forem confirmados, o ciclone deste fim de semana terá sido o mais mortífero desde o tufão que atingiu a Índia em 1999 e matou cerca de 10 mil pessoas.

O ciclone Nargis atingiu o oeste de Mianmá no sábado com ventos de 190 km/h e provocou ondas gigantes que destruíram cidades e vilas na costa do país.

Cinco regiões de Mianmá foram declaradas zonas de emergência depois do desastre natural.

Abrigo e água
Segundo o representante da ONU para resposta a desastres, Richard Horsey, centenas de milhares de pessoas precisam de abrigo e água potável.

Horsey acrescentou, no entanto, que é impossível dizer exatamente quantas pessoas foram afetadas por causa dos estragos nas estradas e na rede telefônica.

A ONU e agências de ajuda humanitária enviaram equipes de avaliação para as áreas mais atingidas.

Ao expressar pesar pela escala do desastre, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou que funcionários das Nações Unidas se reuniram com representantes do governo birmanês para discutir o envio de ajuda ao país.

A Tailândia anunciou o envio de um avião com nove toneladas de alimentos e remédios, e a Índia mandou dois navios com carregamentos de comida, tendas, cobertores, roupas e medicamentos.

Os Estados Unidos, que liberaram um pacote de ajuda de US$ 250 mil por meio da ONU, afirmaram que as autoridades de Mianmá se recusaram a autorizar a entrada no país de uma equipe americana de assistência a desastres.

Em meio aos estragos causados pelo ciclone, a junta militar que governa Mianmá diz que um referendo sobre a nova Constituição do país está mantido para sábado.

De acordo com as autoridades birmanesas, a população "aguarda avidamente a votação". Mas críticos acusam o governo de ter demorado para reagir diante do ciclone e esperam que o desastre tenha sérias repercussões políticas.

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