O potente ciclone que afetou na segunda-feira as costas sul de Bangladesh e leste da Índia deixou pelo menos 84 mortos e mais de 1,5 milhão de desabrigados nos dois países.

A maioria dos 49 mortos em Bangladesh são crianças que faleceram afogadas ou levadas pelas ondas de até quatro metros de altura provocadas pelo ciclone Aila.

A tempestade deixou 430.000 desabrigados no litoral meridional, onde soldados e equipes de resgate distribuem mantimentos, água potável e barracas, informou o ministro para a gestão de catástrofes, Abdur Razzak.

Razzak advertiu, no entanto, que o balanço de vítimas fatais pode aumentar, já que várias pequenas ilhas do Golfo estavam incomunicáveis.

"A situação é sombria. Todas estas pessoas estão nas ruas porque suas casas foram destruídas", afirmou à AFP o governador do departamento costeiro de Khulna, Atiur Rahman.

A região na fronteira com a Índia foi afetada por ventos de até 100km/h e chuvas torrenciais.

No vilarejo de Shyamnagar, 23 pessoas foram arrastadas após a destruição de uma represa. Outras 26 vítimas faleceram em outros departamentos costeiros de Bangladesh.

Somando os 430.000 desabrigados às pessoas evacuadas de maneira preventivam o número de afetados chega a 1.330.000, segundo as autoridades.

O ciclone Aila também afetou Calcutá, capital do estado indiano de Bengala Ocidental, e seus arredores.

Na grande cidade de quase 15 milhões de habitantes, 35 pessoas morreram na queda de árvores ou postes de energia elétrica sobre casas e carros.

O ciclone deixou 100.000 desabrigados na região.

burs/fp

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