Assista ao vídeo da BBC dos aviões de ajuda chegando a Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/conselho_de_seguranca_se_divide_sobre_como_ajudar_mianmar_1303905.htmlConselho de Segurança se divide sobre como ajudar Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/franca_prepara_avioes_com_ajuda_a_mianmar_1303869.htmlFrança prepara aviões com ajuda a Mianmar " / Assista ao vídeo da BBC dos aviões de ajuda chegando a Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/conselho_de_seguranca_se_divide_sobre_como_ajudar_mianmar_1303905.htmlConselho de Segurança se divide sobre como ajudar Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/franca_prepara_avioes_com_ajuda_a_mianmar_1303869.htmlFrança prepara aviões com ajuda a Mianmar " /

Ciclone afetou 1,5 milhão de pessoas em Mianmar, estima ONU

NAÇÕES UNIDAS - A ONU estimou, nesta quinta-feira, que 1,5 milhão de pessoas tenham sido severamente afetadas pelo ciclone Nargis em Mianmar, e os Estados Unidos demonstraram indignação com a demora das autoridades em permitir ajuda. Pelo menos 80 mil pessoas perderam a vida apenas no distrito birmanês de Labutta, no extremo sul do país, informou hoje um oficial da Junta Militar. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/05/08/avioes_de_ajuda_humanitaria_da_onu_chegam_a_mianmar_1303240.htmlAssista ao vídeo da BBC dos aviões de ajuda chegando a Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/conselho_de_seguranca_se_divide_sobre_como_ajudar_mianmar_1303905.htmlConselho de Segurança se divide sobre como ajudar Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/08/franca_prepara_avioes_com_ajuda_a_mianmar_1303869.htmlFrança prepara aviões com ajuda a Mianmar

Redação com agências internacionais |

Sobreviventes desesperados imploram por comida, água e outros mantimentos, quase uma semana depois do vendaval e do maremoto que podem ter matado cerca de 100 mil pessoas nos arrozais e aldeias do delta do rio Irrawaddy.

'Estamos ultrajados com a demora na reação do governo da Birmânia [Mianmar] em dar as boas-vindas e aceitar a assistência', disse a jornalistas o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad.

'Está claro que a capacidade do governo em lidar com a situação, que é catastrófica, está limitada', acrescentou.

Ajuda começa a chegar

AFP
AFP
Milhares de casas foram destruídas com a passagem do ciclone em Mianmar

O Programa Mundial de Alimentos (da ONU) e a Cruz Vermelha disseram que finalmente conseguiram embarcar mantimentos emergenciais, após muita relutância do regime militar birmanês. Os EUA ainda aguardam autorização para iniciar os vôos militares.

O primeiro avião da ONU, uma aeronave do Programa Mundial de Alimentos (PMA), aterrissou hoje em Yangun, com itens urgentes para os sobreviventes da catástrofe, informou a FAO, o organismo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

O governo norte-americano está 'totalmente preparado para ajudar e ajudar imediatamente, e será uma tragédia se esses produtos forem desperdiçados', segundo o secretário de Defesa Robert Gates.

A Marinha despachou o destróier USS Mustin e a Força Expedicionária de Ataque Essex, com mais três barcos, do golfo da Tailândia.

O responsável pelos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, John Holmes, declarou-se "decepcionado" com as autoridades de Mianmar, já que elas "não negaram o ingresso (das equipes humanitárias estrangeiras), mas não facilitaram a entrada".

Segundo as organizações humanitárias, a ajuda chega, pouco a pouco, de Tailândia, China e Índia. A Grécia também anunciou haver conseguido autorização birmanesa para enviar um avião com material de primeiros socorros. Ainda assim, a ajuda é insuficiente e chega muito lentamente para assistir a toda a população afetada.

O auxílio internacional começa a reforçar as equipes humanitárias que já se encontravam no local durante a catástrofe. A ONU pediu ainda que a junta militar autorize a entrada de uma centena de especialistas, principalmente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).


                  Mianmar está localizada no sudeste asiático

O processo para obtenção de vistos leva, contudo, muito tempo. O regime militar de Mianmar, um dos mais fechados do planeta, já havia informado os especialistas humanitários, no início da semana, que deveriam passar pelos trâmites legais para entrar no território.

Testemunhas dizem que praticamente não existe um esforço humanitário no delta do Irrawaddy, a área mais atingida. 'Vamos morrer de fome se não mandarem nada. Precisamos de comida, água, roupas e abrigo', disse à Reuters o pescador Zaw Win, 32 anos, que se esgueirava entre cadáveres flutuantes em busca de um barco para fazer a viagem de duas horas até Bogalay, localidade onde o governo diz terem morrido 10 mil pessoas.

Referendo dos militares

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse estar buscando contatos diretos com o líder da junta militar de Mianmar, Than Shwe, para convencê-lo a facilitar o acesso. Uma porta-voz da ONU disse que Ban consideraria 'prudente' por parte do governo local adiar o referendo constitucional marcado para sábado.

O partido da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi pediu nesta sexta-feira (hora local) ao regime militar que adie o referendo constitucional, previsto para acontecer sábado na maioria das regiões do país, apesar da devastação causada pela passagem do ciclone Nargis, que matou milhares de pessoas.

"Com essa situação, não é o momento apropriado para realizar um referendo", disse à AFP Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional para a Democracia (NLD), de Suu Kyi.

Alguns críticos acusam a junta de adiar as autorizações para evitar um afluxo de estrangeiros no interior do país durante o referendo sobre a Constituição, escrita pelo Exército para consolidar ainda mais o poder nas mãos dos militares, que já governam a antiga Birmânia há 46 anos.

(*Com informações das agências Reuters e AFP)

                    Clique na imagem e veja o infográfico sobre a formação dos ciclones



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