CIA rejeita críticas de que não compartilhou dados sobre suposto terrorista

Washington, 30 dez (EFE).- A CIA (agência de Inteligência americana) rejeitou hoje as acusações de que não compartilhou com outras entidades de inteligência dos Estados Unidos dados que poderiam ter ajudado a prevenir a tentativa de atentado contra o voo da Northwest Airlines no último dia 25.

EFE |

O incidente, no qual o jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab embarcou com um potente explosivo, será assunto de audiências no Congresso americano em janeiro, e faz ressurgir as críticas às falhas de segurança que permitiram os atentados de 11 de setembro de 2001.

Assim como há oito anos, a CIA e as demais agências de inteligência dos EUA foram alvos de críticas por causa da suposta falta de cooperação e coordenação para garantir a segurança nacional.

Em um e-mail, um porta-voz da CIA, George Little, disse à agência Efe que a organização soube da existência de Abdulmutallab em novembro, quando seu pai "buscava ajuda para encontrá-lo".

"Não tínhamos seu nome antes disso. Também em novembro trabalhamos com a embaixada para garantir que ele estava na base de dados de terroristas do Governo e incluímos uma menção sobre suas possíveis conexões extremistas no Iêmen", insistiu Little.

Posteriormente, a CIA enviou informações sobre Abdulmutallab ao Centro Nacional Contra o Terrorismo (NCTC, na sigla em inglês), afirmou.

"Esta agência, da mesma forma que outras em nosso Governo, está revisando todos os dados aos quais teve acesso, não só o que nós mesmos recolhemos, para determinar se seria possível fazer mais para frear Abdulmutallab", explicou Little.

O NCTC, cuja tarefa é reunir teto os dados provenientes das diversas agências de inteligência, não fez comentários públicos sobre as informações que tinha sobre Abdulmutallab nem quando as recebeu.

Abdulmutallab, de 23 anos, está sob custódia federal nos EUA sob a acusação de querer detonar explosivos no voo da Northwest que fazia o percurso entre Amsterdã e Detroit com 278 passageiros e 11 tripulantes a bordo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou uma revisão completa do sistema de vigilância e de segurança aérea.

Obama deu até a próxima quinta-feira como prazo para receber um relatório preliminar sobre os erros "sistêmicos" na Inteligência americana. EFE mp/bba

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