CIA é acusada de saber de elo entre paramilitares e forças colombianas

Washington, 7 jan (EFE).- A CIA e diplomatas de alta categoria dos Estados Unidos sabiam, desde 1994, que as forças de segurança da Colômbia, apoiadas por Washington, utilizavam táticas de esquadrões da morte e tinham nexos com paramilitares.

EFE |

Assim mostra documentos divulgados hoje no site da National Security Archive, uma organização sem fins lucrativos da Universidade George Washington.

Segundo o grupo, as forças de segurança da Colômbia cooperavam com grupos paramilitares que, por sua vez, estavam vinculados com o narcotráfico, e que, além disso, encorajaram a tática de matar civis para "aumentar a quantidade de corpos".

A idéia dessa tática era ocasionar o maior número de baixas à guerrilha nesse país, segundo documentos diplomatas, militares e de inteligência recentemente desclassificados pelos EUA.

Assim, a prática de morte ilegal de civis, que depois são apresentados como guerrilheiros mortos em combate, é uma velha prática do Exército colombiano, disse Michael Evans, analista do grupo em Washington, em comunicado sobre os documentos.

Segundo Evans, os documentos divulgados hoje refletem que a "contagem de baixas" tem uma história institucional dentro das forças de segurança e, embora o Governo do presidente Álvaro Uribe tenha tomado medidas para limpar as fileiras militares de oficiais corruptos, claramente elas não foram suficientes.

Para ele, é necessário que o Exército colombiano torne público seu relatório sobre o escândalo, como primeiro passo para promover maior transparência e justiça na Colômbia.

A National Security Archive divulgou os documentos seis dias antes que Uribe recebesse, das mãos do presidente George W. Bush, uma homenagem. EFE mp/rr

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