CIA diz que não tem mais prisões secretas

A CIA já não utiliza mais prisões secretas para deter os suspeitos de terrorismo, em obediência ao decreto do presidente americano, Barack Obama, proibindo as antigas práticas controvertidas da agência de inteligência, garantiu nesta quinta-feira seu diretor, Leon Panetta.

AFP |

"A CIA já não utiliza mais centros de detenção ou lugares secretos, e apresentou um plano para o fechamento dos locais remanescentes", explicou Panetta em carta enviada aos funcionários da agência e da qual a AFP obteve uma cópia.

"Ordenei que os contratos de terceirização para a segurança dos centros sejam suspensos rapidamente", destacou, afirmando que o fim destes contratos permitirá à administração americana "economizar até quatro milhões de dólares".

A revelação da existência das prisões secretas da CIA no exterior, em países como o Iraque ou o Afeganistão, onde a tortura não é proibida, provocou uma onda de indignação em todo o planeta e marcou negativamente a presidência de George W. Bush.

Seu sucessor, Barack Obama, ordenou em janeiro o fechamento de todos estes centros secretos, assim como o da base de Guantánamo, em Cuba.

Panetta também garantiu que "os interrogatórios não serão mais efetuados por pessoas terceirizadas pela CIA".

Ele reiterou que "em virtude do decreto presidencial, a CIA já não recorre mais às polêmicas práticas de interrogatório autorizadas pelo departamento da Justiça americano entre 2002 e 2009".

Entretanto, "a CIA ainda tem o direito de deter indivíduos a curto prazo, e de forma provisória", ressaltou. "A ideia é entregar qualquer suspeito sob nossa custódia às autoridades militares ou a seu país de origem, sempre que a situação permitir", destacou o diretor da agência.

"A CIA continua perseguindo ativamente a Al-Qaeda e seus súditos", finalizou.

Panetta criou recentemente uma força-tarefa encarregada de reunir informações sobre as práticas da administração Bush em matéria de detenção e interrogatórios.

dab/yw

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