O diretor da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, Leon Panetta, confirmou nesta quinta-feira que sete agentes do órgão morreram e seis ficaram feridos em um atentado no Afeganistão. Na quarta-feira, um homem bomba conseguiu entrar no interior da base americana Chapman, na província de Khost, próxima à fronteira com o Paquistão, antes de detonar seus explosivos, escondidos sob o uniforme.

Um porta-voz do Talebã afirmou que o homem-bomba pertencia ao grupo e havia ingressado no Exército afegão com planos de realizar um ataque.

Não foram divulgados os nomes ou quais missões os agentes realizavam no Afeganistão.

Homenagem
Os agentes mortos no ataque de quarta-feira "estavam longe de casa e próximos do inimigo, fazendo o duro trabalho necessário para proteger o país do terrorismo", disse Panetta.

"Garantimos a eles e a suas famílias que não desistiremos de lutar pela causa pela qual eles deram suas vidas: uma América mais segura", completou.

Os primeiros relatos falavam de oito mortos no que está sendo considerado o pior ataque contra agentes do serviço secreto americano desde 1983.

Analistas dizem que o ataque coloca em dúvida a capacidade da agência de defender-se contra a infiltração de inimigos.

Relatos afirmam que a base Chapman é protegida por cerca de 200 soldados afegãos. Ela seria usada por civis e militares e, segundo analistas, é um centro de operações da CIA em Khost.

A província é um dos redutos do Talebã e já sofreu ataques de militantes anteriormente.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.