CIA autorizou interrogatórios agressivos

Altos funcionários da CIA autorizaram o uso de métodos de interrogatório agressivos, como a simulação de afogamento (submarino), com Abu Zubayda, suspeito de pertencer à Al-Qaeda, apesar das objeções dos interrogadores, informa o jornal New York Times.

AFP |

Citando ex-funcionários dos serviços de inteligência e uma nota de rodapé de um dos memorandos que revelam os métodos de interrogatório da era Bush, o jornal afirma que as técnicas agressivas de interrogatório foram exigidas, apesar dos interrogadores acreditarem que Abu Zubayda já tivesse dito tudo o que sabia.

Os métodos particularmente brutais autorizados na sede da CIA contra o primeiro suposto membro influente da Al-Qaeda detido pelos Estados Unidos após o 11 de setembro foram baseados em uma avaliação superestimada do papel de Zubayada dentro da rede, destaca o NYT.

Além do 'submarino', as técnicas de interrogatório incluíam recorrer ao isolamento do prisioneiro e agredir violentamente o detento contra uma parede.

Já o jornal Washington Post informa que a primeira atitude da CIA foi limitar os contatos do detento a duas pessoas: um interrogador da agência e um psicólogo. Este último teria justificado e defendido o uso de métodos violentos de interrogatório.

Quatro notas internas sigilosas, redigidas para a CIA por advogados do Departamento de Justiça em 2002 e 2005, que detalham as técnicas de interrogatório utilizadas durante a era Bush, foram publicadas na quinta-feira. As mesmas incluíam, entre outras, a privação do sono, a exposição a temperaturas extremas e a manutenção do detento em posições incômodas.

mk/fp

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