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Chuvas provocadas por Ike desenterraram fóssil de mamute no Texas

Washington, 3 out (EFE) - As fortes chuvas e ressacas provocadas pelo furacão Ike, que devastaram a costa do Texas há três semanas, propiciaram a descoberta do dente fóssil de um mamute, que pesa quase três quilos e tem dez mil anos de antiguidade, segundo um paleontólogo da Universidade Lamar. A instituição de ensino, com sede em Beaumont (Texas), informou hoje em seu site que a descoberta ocorreu quando a professora Dorothy Sisk voltou à localidade litorânea de Caplen, sabendo que encontraria apenas vestígios do que antes havia sido sua casa. Enquanto Sisk retirava escombros e pertences espalhados, seu colega, o paleontólogo Jim Westgate, que a acompanhava, viu vários destroços e outros materiais no que havia sido o jardim da casa. E entre eles, Westgate, pesquisador no Laboratório de Paleontologia de Vertebrados no Museu Memorial da Universidade do Texas, reconheceu um dente fossilizado de mamute. É o primeiro que encontrei em 19 anos, disse Westgate. As pessoas me trazem pedaços e fragmentos que encontram na praia para que eu os identifique e nunca tinha visto um em tão boa condição.

EFE |

O dente, que pesa 2,74 quilos, se parece com um pedaço de couro ou uma fatia de pão, e, segundo o paleontólogo, provavelmente corresponde ao Mammuthus columbi, uma espécie que era comum na América do Norte há dez mil anos.

De acordo com os cientistas, os ancestrais do elefante moderno eram muito comuns nas Américas.

Os dentes fossilizados do Mammuthus columbi se diferenciam facilmente por sua superfície de moenda, acrescentou o cientista.

Da mesma forma que os elefantes modernos, os mamutes produziam um total de seis jogos de dentes durante a vida, e cada novo dente empurrava o velho, até derrubá-lo, segundo Westgate.

O dente descoberto entre os escombros da casa de Sisk não mostra desgaste, de modo que o paleontólogo deduz que era novo ou estava a ponto de sair da gengiva quando o animal morreu.

O investigador afirmou que a descoberta de fósseis é "bastante comum nesta área quando há tempestades".

"A praia de McFaddin é popular entre os colecionadores", explicou. "Após uma tempestade, quando sopra vento norte, que empurra as águas longe do litoral, os procuradores vão à praia para ver se encontram fósseis". EFE jab/db

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