Chuvas matam ao menos 14 e deixam 234 mil sem teto nas Filipinas

(atualiza o número de vítimas) Manila, 14 jan (EFE).- Quatorze pessoas morreram, dez estão desaparecidas e 234.

EFE |

500 tiveram que deixar suas casas devido às fortes chuvas que atingem as Filipinas na última semana, informaram hoje fontes oficiais.

As companhias aéreas tiveram que cancelar numerosos vôos nacionais pelas precipitações e as baixas temperaturas que castigam o país, com especial incidência no norte da ilha de Mindanao, no sul do arquipélago.

As escolas permanecem fechadas nas cidades mais afetadas e os navios atracados, depois que a agência estatal de meteorologia pedisse hoje que as embarcações não saíssem devido às fortes ondas em Visayas e Mindanao.

"A força da chuva oscila. Às vezes, pára durante uma ou duas horas, mas depois volta", disse Constantino Jaraula, prefeito da cidade de Cagayán de Oro, uma das mais prejudicadas e que, segundo ele, não via inundações do tipo desde 1957.

Jaraula pediu água, comida e roupa para as vítimas, que só em Cagayán de Oro passam de 15 mil famílias.

O prefeito culpou a mineração e o corte de árvores pelo desastre e pediu à presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, que imponha uma proibição contra o desmatamento.

O arcebispo de Cagayan de Oro, Antonio Ledesma, seguiu a mesma linha e culpou o desmatamento, as minas e construções irregulares e a falta de infra-estrutura adequada às enchentes.

"Os funcionários devem examinar estes e outros muitos fatores com a participação da sociedade civil", acrescentou Ledesma.

As enchentes matam, a cada ano, dezenas de pessoas nas Filipinas durante a estação chuvosa, que normalmente começa entre maio e junho e vai até novembro ou dezembro, mas muitas vezes se estende, como acontece agora. EFE mgs-zm/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG