Chuvas levam à evacuação de pelo menos 700 mil indianos

Nova Délhi, 4 set (EFE) - As autoridades indianas evacuaram mais de 700 mil pessoas desde o início das inundações na região de Bihar (norte), onde, até agora, foram registradas 69 mortes e as águas começam a retroceder, embora a situação tenha piorado no noroeste do país, informaram hoje fontes oficiais. O responsável adjunto de Gestão de Desastres do estado de Bihar, Pratyay Amrit, explicou à agência PTI que 278 mil pessoas estão em abrigos e que muitas já foram transferidas para locais seguros. Embora as águas tenham retrocedido em vários dos 16 distritos inundados após a mudança do curso do rio Kossi, os trabalhos de resgate continuam, e dez helicópteros das Forças Armadas jogaram 77 mil pacotes de comida do ar, enquanto mais de 150 mil chegaram em barcos até os afetados. Existe a possibilidade de uma grande tromba dágua do rio que vem do Nepal durante os meses de setembro e outubro. Nesse caso, será inclusive mais difícil deslocar (os aldeães) para locais mais seguros, alertou Amrit.

EFE |

Uma fonte militar que pediu anonimato admitiu à agência "Ians" que, por enquanto, o Exército só pôde fornecer 500 tendas de campanha aos desabrigados, devido à escassez causada pelas mais de 1.700 enviadas ao sudeste da China, região atingida por um terremoto em maio.

"O Exército também precisa manter suas próprias reservas", disse a fonte.

No Nepal, cuja região limítrofe com Bihar também foi atingida, o Governo decidiu declarar estado de emergência em nove localidades do distrito de Sunsari, segundo a agência "Nepalnews".

Uma pessoa morreu hoje no estado indiano de Assam (nordeste), elevando assim para 16 os mortos nos últimos dias por causa do aumento do nível do rio Brahmaputra e seus afluentes.

Cerca de 200 mil pessoas foram afetadas pelas inundações em Assam, onde a situação piorou depois de os rios romperem vários diques.

As chuvas de monções, que afetam o norte da Índia com especial intensidade em julho e agosto, causam todos os anos um grande número de mortos e afetam sobretudo as regiões mais pobres e com falta de recursos como Bihar. EFE amp/wr/db

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