Chuvas diminuem e poupam Saint Louis de enchente nos Estados Unidos

Washington, 21 jun (EFE).- A cidade americana de Saint Louis, a maior do Missouri, se salvou hoje de ser alagada pelo rio Mississipi, enquanto as comunidades ao norte começam a se recuperar das piores inundações desde 1993.

EFE |

No entanto, dois aterros artificiais para conter as enchentes cederam ao norte da cidade e outros três correm o risco de não agüentar a força das águas, informou o Corpo de Bombeiros do Exército.

A cheia do rio na altura de Saint Louis fez a água subir 11 metros (em 1993, o nível subira 15 metros), segundo o Serviço Nacional de Meteorologia. Mas, no fim, esse aumento foi menor quee o previsto.

Por essa razão, o Serviço de Meteorologia reviu suas previsões sobre o nível da cheia, que amanhã alcançará a localidade de Sainte Genevieve, onde a população se prepara para possíveis enchentes.

Com a ajuda de voluntários, o Corpo de Bombeiros já empilhou 13 milhões de sacos de areia e instalou 117 bombas d'água nas margens do Mississipi.

O governador do Missouri, Matt Blunt, mobilizou 750 membros da Guarda Nacional estaduas para se manterem às margem do rio, enquanto 330 bombeiros montaram guarda nas zonas de risco.

Em Alton, em Illinois, a água chegou hoje a 9,5 metros, nível menor que o de 13 metros registrado há 15 anos.

Maggie Carson, da Defesa Civil estadual, disse à imprensa local que a revisão para baixo das previsões sobre as enchentes indica que "o pior já passou".

Ainda assim, milhares de casas e estabelecimentos comerciais permanecem debaixo d'água em Iowa, Illinois e Missouri.

O número de mortos também continua inalterado (24 pessoas), ao passo que os danos materiais ainda não são totalmente conhecidos.

Só em Iowa, os prejuízos no campo são de US$ 3 bilhões, informaram as autoridades desse estado.

A região alagada é uma das mais férteis dos Estados Unidos e a destruição de plantações fez os preços do milho e das carnes bovina e suína dispararem no país.

Boa parte desses produtos é transportada em barcos pelo rio Mississipi, mas o tráfego na hidrovia hoje ficou interrompido em dez pontos, segundo o Corpo de Bombeiros.

As inundações são comuns ao longo do Mississipi, o segundo rio mais longo do país, que costuma ultrapassar suas margens e inundar a planície por onde passa no centro dos EUA.

No entanto, para conter as cheias e aproveitar as terras, o leito do curso d'água foi delimitado com comportas e diques, propiciando o cultivo de várias culturas e a contrução de casas e shoppings.

Apesar de as chuvas terem perdido intensidade, muitos desses lugares permanecem inundados, já que depois que o rio ultrapassou ou rompeu 30 diques.

Agora que a água está baixando, os moradores da região enfrentam o problema da contaminação, decorrente dos adubos, do esgoto e dos cadáveres de animais.

Ao contrário do ocorrido em 1993, as inundações do Missouri, o principal afluente do Mississipi, foram muito restritas, declarou à imprensa Dan Busse, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

O Missouri nasce em Montana e desemboca no Mississipi exatamente em cima de Saint Louis.

"Temos uma semelhança (em relação a 1993) em Iowa, mas, à medida que descemos para Saint Louis, o nível da água fica muito mais baixo", explicou Busse. EFE cma/bm/sc

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