Chuvas causadas por Alex fazem milhares buscar abrigo

Tempestade, que tocou terra como furacão de categoria 2, deixou pelo menos 4 mortos; chuvas podem causar inundações e deslizamento

iG São Paulo |

Fortes chuvas que atingem o noroeste do México deixaram pelo menos um morto e forçaram milhares a se refugiar em abrigos no México e no Estado americano do Texas à medida que a tempestade tropical Alex, a primeiro da temporada no Atlântico, passa pelo território mexicano, informaram nesta quinta-feira as equipes de emergência à rede de TV americana CNN. No México, quase 7 mil buscaram refúgio em abrigos, enquanto no Texas, 1 mil.

Um empreiteiro em Monterrey morreu quando uma parede caiu sobre ele como resultado da chuva, disse Carlos Eduardo Aguilar, da agência de Proteção Civil de Nuevo Leon. Segundo a Televisa, afiliada da CNN, pelo menos outras três pessoas teriam morrido no colapso de outra parede em Acapulco, na costa do país no Pacífico. Ainda não está claro se esse incidente tem relação com a passagem do Alex.

O Alex atingiu a costa nordeste do México , trazendo chuvas e ventos fortes, na noite de quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. As chuvas intensas atingirão zonas do nordeste do México e o sul do Estado americano do Texas, e podem causar inundações repentinas e deslizamentos de terra.

De acordo com o organismo de alerta de tempestades americano, a tormenta tocou terra com ventos a 165 km/h, o que o classifica como um furacão de categoria 2. A tempestade seguirá seu curso rumo ao norte, devendo cruzar a fronteira com os EUA. A previsão é que ele se dissipe em um ou dois dias.

Como os furacões perdem forçam à medida que se deslocam por terra, o Alex agora é uma tempestade tropical. Apesar de sua perda de força, os residentes de cidades na fronteira entre México e EUA continuam em alerta e se preparam para mais inundações e tornados.

Segundo o governo americano, a tempestade atingiu a costa do México por volta de 23h, horário de Brasília, a cerca de 180 km ao sul da cidade de Brownsville, no Texas, que fica na fronteira entre os dois países.

Antes de a tempestade atingir o continente, o presidente americano, Barack Obama, já havia declarado estado de emergência no Texas. Ele também autorizou o envio de fundos federais para somar-se aos esforços estaduais e locais para prevenir e reparar as possíveis consequências do furacão.

As grandes ondas causadas pela tempestade também provocaram a interrupção de parte dos trabalhos de limpeza do vazamento de petróleo causado pela explosão de uma plataforma da BP no Golfo do México.

Embarcações que trabalhavam na contenção do vazamento foram obrigadas a voltar para seus portos por ordem da Guarda Costeira americana.

Além disso, voos e operações controladas de queima de óleo no Golfo do México também foram adiados. Mesmo assim, os trabalhos de recolhimento do petróleo no local do vazamento não foram interrompidos pelo mau tempo.

Preparativos nos EUA

A Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) ativou na quarta-feira seu operacional de resposta em San Antonio, no Texas, e tem preparados 1,1 milhão de refeições, mais de 400 mil beliches, 41 mil lonas para tendas, mais de 100 geradores e outros materiais como cobertores, para atender à população caso tenham de abandonar suas casas.

A Cruz Vermelha deslocou 17 veículos de emergência para o sul do Texas, e mandará pessoal adicional, juntamente com duas mil camas, cobertores e material de higiene.

Por sua parte, o Comando Norte ativou o escritório de coordenação do Exército caso seja necessária organização das operações de emergência perante um eventual desastre natural.

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA, também na sigla em inglês) previu para a temporada de furacões no Atlântico - que começou em 1º de junho e vai até 30 de novembro -, a formação de 14 a 23 tempestades e entre 8 a 14 furacões, que atingiriam EUA, Caribe, América Central e Golfo do México.

*Com EFE e BBC

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