Chuva dos EUA tem aumento de radioatividade por usina do Japão

Traços de radiação foram detectados na Pensilvânia e Massachusetts; segundo agência, eles não representam perigo à saúde humana

iG São Paulo |

Traços de radioatividade provenientes da usina nuclear de Fukushima foram detectados na água da chuva no nordeste dos Estados Unidos, informou a Agência Americana do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês), que assegurou que tais traços não representam perigo para a saúde humana.

Os traços de radioatividade, procedentes dos reatores japoneses danificados após o terremoto seguido de tsunami que assolou o nordeste do país em 11 de março, foram detectados nos Estados da Pensilvânia e de Massachusetts, indicou a EPA.

A agência disse ter reforçado seu sistema de controle de água da chuva e de água potável em todo o país. "Após o acidente da central de Fukushima, vários detectores de ar da EPA registraram materiais com níveis muito baixos de radioatividade nos EUA, que correspondem aos dados dos reatores danificados" no Japão, afirmou a agência em um comunicado.

"Essas observações não são uma surpresa, e os níveis registrados estão muito abaixo do que poderia ser perigoso à saúde", indicou a mesma fonte.

Os níveis de radioatividade detectados na água da chuva na Pensilvânia e em Massachusetts "estão sendo estudados pela EPA", disse a agência governamental, indicando que "esses níveis são superiores à média histórica dessas regiões".

A agência assegurou que continuará a analisar as águas da chuva e potável do país mesmo que "esses aumentos (de radioatividade) em curto prazo não representem perigo algum para a saúde".

Radiação na China

As autoridades chinesas de segurança nuclear detectaram pelo segundo dia consecutivo partículas de iodo 131 radioativo, procedentes da usina nuclear japonesa de Fukushima, no ar do extremo nordeste do território do país. As autoridades, porém, afirmaram que a quantidade detectada não é prejudicial à saúde, informou a agência oficial Xinhua.

O Comitê de Coordenação Nacional para Emergências Nucleares da China indicou que os níveis de concentração do iodo radioativo na Província de Heilongjiang, na fronteira com a Rússia, mantiveram-se nesta segunda-feira nos mesmos índices que sábado.

A instituição afirmou que as concentrações não representam, por enquanto, ameaça à saúde pública ou ao meio ambiente, por isso que não foram iniciadas medidas de proteção. Nos últimos dias, a China proibiu a entrada de alimentos procedentes de Fukushima e de outras localidades japonesas afetadas pelo desastre natural e posterior acidente nuclear, seguindo as recomendações do governo japonês.

Também detectou baixos níveis de radiação em um avião e um navio que viajaram do Japão para a China, assim como em dois cidadãos japoneses que foram hospitalizados e mais tarde tiveram alta na cidade oriental chinesa de Wuxi.

Problemas em Fukushima

A informação sobre a alteração no nível de radiação na chuva nos EUA é dada no mesmo dia em que vestígios de três tipos do metal radioativo plutônio foram detectados no chão em cinco áreas do lado de fora da central nuclear de Fukushima, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, que cita um relatório da operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co (Tepco).

AP
Casal é visto em porto enquanto trabalhadores tentam colocar cordas em sua casa submersa para tentar puxá-la com equipamento de construção na Ilha de Oshima, Japão
A Tepco acredita que o plutônio veio do combustível de um dos reatores avariados após o terremoto seguido pelo tsunami de 11 de março. O funcionário da Tepco Jun Tsuruoka disse que as quantidades são muito pequenas e não representam riscos para a saúde pública.

Nesta segunda-feira, água com alto índice radioativo foi detectada nos túneis que passam sob os edifícios dos reatores 1, 2 e 3. De acordo com a operadora da usina, a água radioativa foi encontrada no exterior do reator 2, que, segundo o governo, teria sofrido uma fusão parcial do núcleo. No domingo, os técnicos mediram concentrações radioativas de mais de 1 mil milisievert por hora na água que havia saído para o exterior por um túnel que rodeia o reator.

*AFP e EFE

    Leia tudo sobre: japãoterremototremortsunamiusina nucleareua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG