Chuva agrava situação de locais afetados por erupção de vulcão no Chile

Santiago do Chile, 18 mai (EFE) - O vulcão chileno Chaitén completou hoje 17 dias de atividade ininterrupta, enquanto que temporais de vento, chuva e neve atingem a região.

EFE |

Chaitén, que se tornou uma cidade fantasma depois da evacuação total de seus habitantes devido às explosões registradas periodicamente, sofre neste domingo com as fortes pancadas de chuva e com as cinzas expelidas pelo vulcão, que ainda não se dissiparam.

Autoridades locais afirmam que a atividade do vulcão ainda é a mesma dos últimos dias e que a nuvem de fumaça e cinzas chega a 11 quilômetros de distância.

Fora isso, fotografias tiradas por carabineiros que conseguiram chegar à região de Chaitén mostram que cerca de 95% da cidade foram afetadas por inundações provocadas pelas fortes chuvas.

O temporal causou, além disso, a impossibilidade de se chegar por terra à comunidade de Futaleufú, a cerca de 150 quilômetros do vulcão, que também foi evacuada devido à chuva de cinzas expelidas durante a erupção.

Hoje, o Serviço Nacional de Geologia e Mineração disse que instalará novas estações de registro proporcionadas pelo serviço geológico dos Estados Unidos.

A instalação desses equipamentos permitirá observar desde um só ponto o que foi registrado por todas as estações de monitoração.

O ministro da Defesa do Chile, José Goñi, assinalou que a Marinha e a Força Aérea proporcionarão os meios para viabilizar a operação, enquanto que o Exército avaliará o estado de estradas e pontes que tenham sido afetados tanto pelas cinzas quanto pelas chuvas.

O vulcão Chaitén é um dos cerca de três mil que existem no Chile, dos quais aproximadamente 55 estão ativos.

O Chile é uma das zonas de maior atividade sísmica e vulcânica do planeta. EFE mc/rr/db

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