Junta Militar comete crimes contra a humanidade Nahum Sirotsky: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/12/a_lei_dos_excessos_burocraticos_e_a_desgraca_de_burma_1307765.html target=_topos excessos burocráticos e a desgraça de Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/16/onu_tenta_impedir_que_familias_afetadas_em_mianmar_vendam_seus_filhos_1315129.htmlONU tenta impedir que famílias afetadas vendam seus filhos " / Junta Militar comete crimes contra a humanidade Nahum Sirotsky: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/12/a_lei_dos_excessos_burocraticos_e_a_desgraca_de_burma_1307765.html target=_topos excessos burocráticos e a desgraça de Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/16/onu_tenta_impedir_que_familias_afetadas_em_mianmar_vendam_seus_filhos_1315129.htmlONU tenta impedir que famílias afetadas vendam seus filhos " /

Chuva agrava crise em Mianmar; número de mortos passa de 77 mil

YANGON - Uma chuva torrencial castigou as vítimas do ciclone Nargis na sexta-feira, enquanto a Junta Militar que governa Mianmar admitiu que admitiu que mais de 130 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas. Caio Blinder, NY: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2008/05/12/junta_militar_de_mianmar_comete_crimes_contra_a_humanidade_1306476.htmlJunta Militar comete crimes contra a humanidade Nahum Sirotsky: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/12/a_lei_dos_excessos_burocraticos_e_a_desgraca_de_burma_1307765.html target=_topos excessos burocráticos e a desgraça de Mianmar http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/16/onu_tenta_impedir_que_familias_afetadas_em_mianmar_vendam_seus_filhos_1315129.htmlONU tenta impedir que famílias afetadas vendam seus filhos

Redação com agências internacionais |

AFP
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Crianças esperam a comida em um monastério em Rangun

Segundo a televisão estatal de Mianmar, 77.738 morreram vítimas do ciclone até agora e 55.917 estavam desaparecidas. O desastre é quase equivalente ao ciclone de 1991 no país vizinho Bangladesh, que matou 143 mil pessoas.

Especialistas independentes afirmam que o número verdadeiro provavelmente é muito maior. Autoridades britânicas, no entanto, dizem que o total de mortos e desaparecidos pode ser de mais de 200 mil.

O ciclone do início de maio deixou também cerca de 2,5 milhões de pessoas lutando pela sobrevivência no delta do Irrawady, onde milhares de desabrigados pedem por ajuda em beiras de estradas, na ausência de políticas amplas de ajuda do governo ou missões de auxílio internacional.

Na cidade atingida de Kunyangon, cerca de 100 quilômetros de Yangon, homens, mulheres e crianças esperavam na lama e na chuva, implorando por ajuda no caso da passagem de algum veículo.

'A situação piorou em dois dias', disse um voluntário de ajuda enquanto diversas crianças pediam ajuda em seu veículo.

Dificuldade de ajuda

As súplicas das vítimas expõem a fragilidade do governo militar em sua tentativa de ser o principal prestador de socorro para a população afetada pelo ciclone, que alagou uma área do tamanho da Áustria.

Grupos de ajuda, incluindo agências da Organização das Nações Unidas (ONU), dizem que apenas uma parte dos alimentos necessários, água e materiais de abrigo conseguem chegar às vítimas. E, a não ser que a situação melhore, milhares de vidas ainda estão em risco.

A avaliação precisa do quadro em Mianmar é difícil de ser feita, principalmente pela proibição ao acesso de jornalistas e equipes internacionais de socorro.

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Crianças, todas doentes, descansam em monastério
Generais da junta insistem que suas operações de socorro estão funcionando sem problemas, justificando assim a recusa por uma ajuda internacional maior.

Com a intensificação da pressão internacional sobre os generais, autoridades da União Européia foram para Yangon para pedir mais acesso aos funcionários de auxílio internacional para evitar que a taxa de mortes atinja níveis ainda mais altos.

Entretanto, assim como muitos enviados antes dele, Louis Michel, da UE, voltou de mãos vazias mas continuou a fazer apelos para a junta, para que ela contenha seu orgulho e admita ajuda internacional antes que seja tarde.

'O tempo é a vida', disse ele a jornalistas no aeroporto de Bangcoc. 'Nenhum governo no mundo pode lidar com um problema assim sozinho. Esta é uma catástrofe enorme.'

País 'independente'

A Junta Militar birmanesa invocou na quinta-feira a "independência" do país para reafirmar que está em condições de administrar a extensa operação de ajuda às vítimas do ciclone Nargis, enquanto o acesso às zonas afetadas continua sendo difícil para os voluntários humanitários estrangeiros.

"Os birmaneses aceitam qualquer forma de ajuda estrangeira com gratidão, qualquer que seja o valor", afirma um editorial do jornal oficial New Light of Myanmar.

"No entanto, não confiam muito na assistência internacional e reconstruirão a nação com base na independência", acrescenta o jornal, controlado pela junta militar que govera o país de forma absoluta.

Desde que em 1962 o general Ne Win assumiu o poder em Mianmar, praticamente todas as autoridades militares birmanesas insistem no tema de que "a nação birmanesa deve contar antes de mais nada com ela mesma", lembram os analistas.

A atitude acentua o isolamento do país.

Apesar de Mianmar receber aviões carregados de ajuda internacional, o regime continua limitando a presença de voluntários estrangeiros nas áreas mais afetadas pelo ciclone Nargis, que deixou mais de 66.000 mortos e desaparecidos, segundo um balanço oficial.

A catástrofe provocou dois milhões de desabrigados, mas a junta insiste em querer controlar a distribuição de ajuda internacional, o que retarda as operações de socorro e limita a quantidade de vítimas que recebem um auxílio efetivo.


Entenda mais:

 Clique na imagem e veja o infográfico sobre a formação de ciclones

(*Com informações das agências Reuters, AFP, EFE e da BBC)

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