A montadora Chrysler, uma das mais conhecidas dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira planos para cortar 6% de sua força de trabalho no país, ou 1.825 vagas, refletindo a queda nas vendas decorrente da crise financeira global.

A Chrysler decidiu fechar uma fábrica no Estado de Ohio mais cedo do que estava prevendo e planeja mudanças em outra fábrica em Newark, no Estado de Delaware.

"Os mercados estão vivendo um turbilhão sem precedentes, e está na hora de mudanças históricas na indústria automotiva", disse Frank Ewasyshyn, um dos vice-presidentes da companhia.

Além da Chrysler, outras montadoras divulgaram balanços e previsões nesta quinta-feira que reforçam a percepção de que o setor automobilístico vive uma de suas maiores crises.

GM, Hyundai e Fiat

Uma outra montadora americana, a General Motors, anunciou que vai cortar benefícios concedidos a empregados e estaria planejando cortar mais funcionários.

A empresa com sede em Detroit já havia anunciado neste ano um plano de reestruturação que levará ao fechamento de quatro fábricas até 2010.

A montadora coreana Hyundai disse que teve uma queda de 38% nos lucros durante o terceiro trimestre do ano.

A empresa já prevê vender menos veículos do que inicialmente previa neste ano, mas avalia que o bom desempenho de suas vendas de veículos compactos poderá ajudá-la a contornar piores resultados.

A alemã Daimler (que vendeu a maior parte de sua participação na Chrysler em maio deste ano) revelou ter registrado uma queda de 3% nas vendas no segundo trimestre deste ano.

Como a Daimler, a montadora italiana Fiat já prevê mais quedas nas vendas e no faturamento por causa da crise.

A previsão da Fiat é de que, no pior dos cenários, os lucros em 2009 caiam 65% e a demanda global por seus produtos caia de 10% a 20%.

Mas a montadora italiana teve motivos para comemorar a divulgação do balanço do terceiro trimestre. Os lucros da empresa aumentaram 8% - um desempenho atribuído à venda de máquinas agrícolas.

Segundo o analista da BBC Mark Gregory, carros novos sempre tendem a ser uma das primeiras coisas que os consumidores deixam de comprar em tempos de dificuldade econômica.

Além disso, com a atual crise, os consumidores têm um problema a mais: está mais difícil e caro obter financiamentos.

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