Choques na Turquia por rumor de tortura a líder do PKK deixam 1 morto

Ancara, 21 out (EFE) - Violentos confrontos no sudeste da Turquia gerados por rumores de torturas sofridas por Abdullah Ocalan, líder histórico preso do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), deixaram, até agora, um morto, cerca de 20 feridos e 40 carros queimados, informou hoje a Polícia.

EFE |

Os rumores de que Ocalan estava sendo torturado e sofrendo ameaças na prisão da ilha de Imrala, no Mármara, onde está preso em regime de isolamento, originaram protestos durante dois dias e choques violentos da população curda com as forças de segurança.

Na localidade de Dogubeyazit, na parte leste da Turquia, um jovem de 20 anos morreu quando a Polícia abriu fogo para dispersar uma multidão, segundo a imprensa local.

No total, 20 pessoas ficaram feridas, incluindo cinco policiais, nos choques em todo o sudeste do país.

Na noite de segunda-feira, cerca de 40 veículos foram incendiados em diversos pontos de Istambul.

Um dos carros foi queimado por levar uma bandeira turca e três "militantes curdos" foram detidos pela Polícia pelos fatos, segundo a imprensa local.

O ministro da Justiça da Turquia, Mehmet Ali Sahin, desmentiu os rumores sobre os maus-tratos de Ocalan, mas o líder do pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP), Ahmet Turk, assegurou que não acredita nas declarações oficiais.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, esteve na segunda-feira em Diyarbakir, a maior cidade da região, para inaugurar uma universidade, mas foi recebido com o fechamento de lojas em sinal de protestos.

No entanto, Erdogan disse que as lojas foram fechadas "devido ao medo da organização terrorista (em alusão ao PKK)" e assegurou que o Governo central levará a prosperidade à região. EFE dt/db

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