Choques entre polícia e grupos de direita deixam 14 feridos na Bolívia

Enfrentamentos entre manifestantes de direita armados com paus e pedras e a polícia boliviana deixaram 14 feridos neste sábado em Sucre, 580 km a sudeste de La Paz, informaram fontes médicas.

AFP |

A maioria das pesssoas internadas no hospital universitário "sofreu contusões ou politraumatismos e há casos de asfixia por inalação de gás lacrimogêneo", disse à imprensa o médico Gustavo Evia.

Entre os feridos está a senadora Tomasa Yarwi, do Podemos, principal partido de oposição da Bolívia, afetada por gás lacrimogêneo, e um tenente da polícia, com uma forte contusão na coluna, segundo o médico.

Os grupos radicais, ligados a organizações civis de direita, detonaram dinamites e queimaram pneus para impedir a chegada do presidente Evo Morales a Sucre, onde participaria de atos políticos em Chuquisaca.

Camponeses que chegavam a Sucre para participar dos eventos, a maioria parte da base de apoio de Morales, foram os principais alvos da violência, segundo o porta-voz presidencial Iván Canelas.

Uma organização civil de direita de Sucre ameaçou impedir a chegada de Morales "até que peça perdão pelos (três) mortos e dezenas de feridos", vítimas, em novembro de 2007, de choques entre a polícia e alguns setores da população que protestavam contra a nova Constituição aprovada pelo governo, segundo o dirigente cívico John Cava.

rb/ap

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