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Choques entre Hamas e seguidores de clérigo matam 13 em Gaza

Pelo menos 13 pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas nesta sexta-feira durante confrontos entre integrantes das forças de segurança do grupo palestino Hamas e seguidores de um clérigo radical islâmico na Faixa de Gaza, segundo informações dos serviços de emergência. Segundo testemunhas, centenas de policiais do Hamas e outros militantes teriam cercado e atacado com foguetes uma mesquita em Rafah, perto da fronteira com o Egito, onde os seguidores do clérigo Abdel-Latif Moussa se concentravam.

BBC Brasil |

Acredita-se que pelo menos 100 militantes estivessem refugiados na mesquita.

A maioria dos mortos foi de simpatizantes do clérigo, mas há registro de que um integrante do Hamas e uma criança também morreram. As redondezas da mesquita estão isoladas e há relatos de que a batalha prossegue.

Extremismo
Horas antes, Moussa havia feito um sermão onde proclamava a criação de emirado islâmico em Gaza.

Segundo algumas fontes, o grupo liderado pelo clérigo, o Jund Ansar Allah (Guerreiros de Alá, em tradução livre) teria ligações com a rede extremista Al-Qaeda.

De acordo com a correspondente da BBC no Oriente Médio Katya Adler, o clérigo e seus seguidores haviam prometido lutar até a morte para não entregarem o controle da mesquita ao Hamas.

O grupo Jund Ansar Allah ficou conhecido há dois meses quando tentou realizar um ataque contra soldados israelenses em Gaza. Acredita-se que a organização seja bastante crítica ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, acusando o grupo de não adotar posturas que sigam de maneira estrita a lei islâmica.

O chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, negou que existissem militantes estrangeiros armados no território. Israel alega que veteranos dos conflitos no Afeganistão e Iraque buscam agora levar a ideologia da al-Qaeda para terras palestinas.

"Grupos assim não existem na Faixa de Gaza... não há guerrilheiros em Gaza, exceto palestinos", disse ele.

Ele disse que o que chamou de "propaganda sionista" teria como objetivo colocar a opinião pública contra o Hamas.

Outras fontes do Hamas declararam que o clérigo seria "louco".

O Hamas já desbaratou outros grupos inspirados na rede Al-Qaeda no passado, mas o grupo teme que outros militantes extremistas se dirijam à região, o que fez com que a entrada de pessoas armadas que não pertençam ao Hamas tenha sido proibida em Gaza.

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