Chineses que teriam ateado fogo em seus corpos são hospitalizados

Pequim, 25 fev (EFE).- As autoridades de Pequim informaram que duas das três pessoas que supostamente queimaram seus próprios corpos hoje no centro de Pequim, próximo à praça de Praça da Paz Celestial, foram hospitalizadas.

EFE |

A fonte não fala da terceira, apesar de ter acrescentado que os três tinham seguido para a capital chinesa para reivindicarem causas pessoais.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias "Xinhua", o Governo informou do incêndio "repentino" que aconteceu no interior de um veículo com três pessoas, apesar de anteriormente o escritório municipal ter informado que tinham se queimado.

Os dois hospitalizados estão a salvo, acrescenta a agência.

Contatadas pela Agência Efe, as autoridades municipais e a Polícia local não quiseram comentar o episódio e se remeteram ao relatório oficial.

Segundo a agência estatal, os hospitalizados são um homem e uma mulher, e o terceiro, de cuja situação não foi mencionado no último relatório, era também um homem.

O comunicado policial afirma que "o fogo começou de repente" quando os soldados pararam o veículo para interrogarem os três passageiros, às 14h50 (3h50, horário de Brasília), no cruzamento entre a rua comercial Wangfujing e a avenida Chang'an, próxima a Praça da Paz Celestial.

Os soldados dizem que extinguiram o incêndio imediatamente.

Em seu primeiro relatório, o escritório de Informação do Governo de Pequim disse para a "Xinhua" que os três passageiros tinham ateado fogo a si mesmos dentro do veículo.

No segundo se informa que os soldados se aproximaram do veículo porque "encontraram algo anormal" no automóvel, cuja placa era de fora da capital chinesa.

A identidade dos ocupantes não foi revelada, mas o relatório afirma que "as três pessoas tinham vindo a Pequim para realizarem pedidos pessoais".

Milhares de vítimas de corrupção, abusos e outras injustiças seguem todos os anos para Pequim para acionarem a figura do peticionário, uma via legal de tempos imperiais através do qual pedem justiça para as instâncias máximas.

Estes peticionários costumam protagonizar protestos em datas definidas, o que faz com que sejam acossados, perseguidos e detidos.

A data de hoje é um dia tenso para o Governo chinês, já que começam as celebrações do Ano Novo no Tibete, com convocações ao boicote do Governo tibetano no exílio.

Os últimos incidentes deste tipo em Pequim foram protagonizados por pessoas que tinham perdido suas casas e terras ou por membros do grupo Falun Gong.

Em janeiro de 2001, uma menina de 12 anos pertencente ao Falun Gong se matou queimando seu próprio corpo na praça de Praça da Paz Celestial e, um mês depois, um jovem do mesmo grupo morreu em um incidente semelhante no centro de Pequim, segundo informou então a imprensa oficial chinesa. EFE mz/fal

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