Chineses pedem boicote ao Carrefour por protestos contra tocha em Paris

Pequim, 16 abr (EFE).- Os protestos e tentativas de sabotagem registrados durante a passagem da tocha olímpica por Paris motivaram internautas chineses a iniciar uma campanha de boicote contra empresas francesas como a cadeia de supermercados Carrefour, divulgou hoje a agência estatal Xinhua.

EFE |

O site de busca chinês Baidu, o mais popular no país asiático, recebeu até o momento 170 mil entradas apoiando o boicote à empresa francesa, que, segundo mensagens que circulam pela rede, começaria em 1º de maio.

Este tipo de opinião, acrescenta a nota, também chegou a fóruns chineses da internet e começa a se espalhar através de mensagens de telefones celulares.

O canal econômico e financeiro do Netease.com, outro popular portal chinês de internet, desenvolveu uma pesquisa na qual perguntava sobre a possibilidade de um boicote a produtos franceses e 95,4% dos 43.880 votos foram a favor da medida.

A situação deixou o Carrefour em alerta. A empresa chegou à China em 2003 e conta com dezenas de supermercados só em Pequim.

Nesta quarta-feira o diretor de Relações Públicas da empresa francesa em Xangai disse ao jornal "Beijing News" que já estão sendo feitas investigações para saber a origem das campanhas de boicote.

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Jiang Yu, já ressaltou na terça-feira em entrevista coletiva que "alguns chineses expressaram suas opiniões e sentimentos" sobre o ocorrido em Paris, o que "não é uma coincidência" e que "deve fazer com que os franceses reflitam".

No dia 7 de abril, após um passagem problemática por Londres, a tocha olímpica visitou Paris, onde seu percurso foi marcado pelos apagões da chama e as manifestações dos defensores do Tibete e dos direitos humanos na China. EFE ub/ev/plc

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