Um homem que seqüestrou um ônibus e manteve uma mulher como refém durante mais de duas horas na cidade de Guiyang, no sul da China, na noite de quarta-feira foi morto pela polícia. O incidente permite traçar paralelos com o seqüestro do ônibus 174, em 2001, no Rio de Janeiro, quando Sandro do Nascimento fez a jovem Geisa Gonçalves como refém.

Após duas horas de negociações frustradas, um erro policial provocou a morte de Geisa. O seqüestrador acabou morrendo asfixiado dentro do camburão a caminho da delegacia.

No episódio ocorrido na China, no entanto, a refém escapou do ataque com apenas um ferimento no pescoço.

De acordo com a polícia chinesa, o seqüestro começou por volta das 18h20, quando o homem gritou para o motorista parar o ônibus e colocou a faca no pescoço da passageira sentada à sua frente.

Ele exigia 1 milhão de yuans (R$ 234 mil) em espécie, duas armas e quinhentas balas de munição.

O motorista parou o veículo e conseguiu fugir do coletivo junto com os outros passageiros.

Em seguida a polícia foi chamada e começaram as negociações, que duraram até às 20h42.

Forças especiais

Neste ponto, com um único disparo, um atirador de elite da força especial local acertou o seqüestrador, que ainda não teve seu nome divulgado pelas autoridades. O homem foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

"A ordem de atirar foi dada por nossos três vice-diretores porque o homem estava perdendo a paciência e já havia machucado a refém", esclareceu o porta-voz da polícia local, identificado apenas como Huang pelo jornal South China Morning Post.

A equipe de 16 policiais que coordenou a operação foi formada há dois anos especialmente para combater a ameaça de terrorismo e responder a situações de risco.

Um grupo semelhante também existe na polícia de Pequim para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos, afirmou o governo.

Segundo as autoridades, ainda não está claro qual é a identidade do agressor nem as razões que o motivaram a cometer o crime.

"Mas estamos certos de que ele não é de Guiyang, deve ter vindo de outra cidade ou província", disse o porta-voz policial.

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