China vai levar três anos para reconstruir áreas afetadas pelo terremoto

A China anunciou nesta sexta-feira que serão necessários até três anos para reconstruir as zonas devastadas pelo terremoto de 12 de maio, além de ter manifestado preocupação com as condições de vida e higiene das milhões de pessoas que estão desabrigadas.

AFP |

O último balanço do terremoto é de 55.740 mortos, 24.960 desaparecidos e mais de 281.000 feridos, informou o governo.

Nesta sexta-feira, a passagem da tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim por Xangai, capital econômica e financeira da China, foi precedida por um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia.

Em Dujiangyan, a 50 km do epicentro, as equipes de emergência correm contra o tempo para construir casas pré-fabricadas para as pessoas sem residência.

"Precisamos de barracas de campanha e refúgios", disse Song Guosu, membro da equipe, 58 anos, enquanto observava os tanques trabalhando na retirada dos escombros de um terreno e vários operários ao lado.

O vice-governador de Sichuan - a província mais afetada pelo terremoto - afirmou nesta sexta-feira que será necessário muito tempo para reconstruir todas as áreas devastadas.

"Pretendemos melhorar as estradas e as infra-estruturas e construir novos vilarejos e cidades antes de três anos", declarou, antes de destacar a dificultade do trabalho nas zonas montanhosas.

O terremoto de 12 de maio, foi o mais grave da China nos últimos 30 anos. Com oito graus na escala de Richter, provocou o desabamento de 5,9 milhões de edifícios e deixou mais de 5,4 milhões de sem-teto, o que representa 20% da população da região afetada, segundo o vice-governador Li Chengyun.

"Precisamos urgentemente de barracas de campanga, mais de cinco milhões de pessoas têm que encontrar um local adequado para viver", disse Li.

"Também precisamos de veículos de limpeza de ruas, caminhões-tanque e equipamentos para a higiene: são os mais urgentes", prosseguiu.

No que diz respeito à higiene, a autoridade local também mostrou inquietação com a aproximação do verão.

"É a estação mais propícia para a propagação de epidemias e a situação é muito dura", explicou.

Até o momento, no entanto, não foi detectada nenhuma epidemia.

A China anunciou na quinta-feira a necessidade urgente de 3,3 milhões de barracas para abrigar os sobreviventes, enquanto o governo constrói um milhão de pequenas casas pré-fabricadas que podem durar até cinco anos.

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento e as Reformas, principal órgão de planejamento econômico, informou que vai controlar, temporariamente, os preços dos materiais de construção, como cimento e vidro.

Qualquer aumento de preço terá que ser autorizado, para que os custos dos materiais de reconstrução permaneçam estáveis, explicou a comissão.

Clique na imagem e veja o infográfico sobre o terremoto na China


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