Um levantamento feito pelo governo chinês revelou que mais da metade das roupas infantis produzidas na província de Guangdong não são seguras para o uso. Cerca de 53,5% das roupas de criança continham altos níveis de metais pesados e produtos químicos do tipo formaldeído, que pode causar infecções na pele e vias respiratórias.

Além disso, as peças apresentavam etiquetas com informações falsas sobre a composição do tecido e soltavam a cor quando lavadas, informou a imprensa estatal nesta quarta-feira.

O teste conduzido pela autoridade local que controla a segurança e qualidade dos produtos revelou que 31 das 60 amostras de vestuário estavam fora dos padrões.

Outros produtos
O governo também averiguou a qualidade de outros produtos manufaturados na região.

O levantamento concluiu que 95% dos brinquedos e 67,7% dos móveis estavam de acordo com os padrões recomendáveis.

Foram testados 62 móveis, dos quais 42 foram considerados bons, e 80 brinquedos, dos quais 76 foram aprovados.

Guangdong, no sul da China, é uma das províncias mais ricas do país e exporta grande quantidade de produtos.

Parte das vendas ao exterior de roupas e brinquedos chineses tem o Brasil como destino.

Somente desde o começo do ano a China já exportou mais de US$442 milhões em têxteis ao Brasil, o que corresponde a mais de 70 mil toneladas, segundo números compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China com base em estatísticas do Mdic, do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio chinês.

Igualmente, desde janeiro, o Brasil comprou quase US$ 65 milhões em brinquedos da China, o que corresponde a mais de dez mil toneladas.

Os produtos fabricados na China vêm sofrendo nos últimos anos uma crise de credibilidade depois que inúmeros escândalos revelaram má qualidade e baixo controle de segurança nas manufaturas.

Um dos casos mais conhecidos e tristes foi o da contaminação de leite em pó por melamina, que deixou mais de 53 mil crianças doentes e causou a morte de pelo menos quatro bebês.

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