tendencioso programa da BBC sobre Darfur - Mundo - iG" /

China tacha de tendencioso programa da BBC sobre Darfur

Pequim, 15 jul (EFE).- A China qualificou de tendencioso e realizado com segundas intenções o recente programa da BBC que afirma que Pequim está ajudando militarmente o Governo do Sudão na região de Darfur, informa hoje o jornal China Daily.

EFE |

Os investigadores do programa, que foi exibido ontem, encontraram caminhões de fabricação chinesa em Darfur, exportados em 2005, apesar do embargo de armas imposto pela ONU.

Além disso, a "BBC" obteve testemunhos de que a China treina pilotos para os caças chineses A5 Fantan.

"O programa é altamente tendencioso", disse ontem o enviado especial chinês para Darfur, Liu Guijin, que afirmou que a China nunca violou o embargo da ONU.

"As vendas de armas chinesas são em escala muito pequena e nunca a entidades não soberanas. Temos certificados estritos sobre o uso final dessas armas", afirmou.

O embargo imposto pela ONU na província sudanesa de Darfur exige que os Governos estrangeiros não ajudem militarmente nenhum dos grupos envolvidos no conflito.

"Alguns países ocidentais forneceram armas aos países africanos, e superam com folgas a China em termos de quantidade e qualidade", disse Liu.

"Um ministro de um país africano me disse em uma conferência internacional em março que o conflito de Darfur cresceu basicamente porque os rebeldes continuam obtendo armas dos países ocidentais (...) e essas armas são mais avançadas que as utilizadas pelas forças governamentais", afirmou A China, maior comprador do petróleo sudanês e um de seus principais investidores, foi criticada por vender armas ao Sudão e bloquear as iniciativas para que o Conselho de Segurança da ONU ditasse sanções contra Cartum por violação dos direitos humanos em Darfur.

Calcula-se que pelo menos 200.000 pessoas perderam a vida no conflito que acontece desde 2003 entre forças rebeldes e tropas regulares sudanesas e milícias árabes respaldadas pelo Governo de Cartum.

Além disso, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar para campos de refugiados dentro e fora do país, no que segundo a ONU acredita ser um dos piores desastres humanitários da história. EFE cg/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG