China silencia às vésperas da execução de cidadão britânico

Pequim, 28 dez (EFE).- As autoridades chinesas mantêm silêncio a menos de 24 horas da execução de Akmal Shaikh, um cidadão britânico que supostamente padece de uma doença mental e que será executado amanhã por tráfico de drogas.

EFE |

Este é o primeiro estrangeiro a ser morto no país asiático em cinco décadas.

O Tribunal Intermédio de Urumqi, capital da região ocidental chinesa de Xinjiang, onde Shaikh foi julgado, se negou a divulgar hoje qualquer informação à Agência Efe sobre se a justiça chinesa pode aceitar os pedidos de clemência do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, dos familiares do condenado ou da ONU.

A corte não divulgou também o nome da prisão em que Shaikh passa as últimas horas.

O londrino, de 53 anos, foi detido em 2007 na China com 4 quilos de heroína.

Segundo os advogados e a família, ele fez isso porque é bipolar e foi cooptado por terceiros com a promessa de tornar-se uma estrela da música pop no país asiático.

A ONG britânica Reprieve, especializada na defesa de presos e condenados à morte, está em contato com os dois primos do britânico, que puderam reunir-se nesta manhã com ele para contar sobre a execução de amanhã.

No pedido de Reprieve, a família pede que seja estudada a gravidade da doença do condenado, o que evitaria pela lei chinesa a execução às 10h30 de amanhã.

A única citação ao caso na imprensa chinesa é o do jornal "Global Times", onde o decano do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Pequim, Jia Qingguo, equipara o episódio ao de Lai Changxing, um empresário corrupto chinês refugiado no Canadá e que este país não extradita pelo temor que seja executado. EFE mz/dm

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