China se nega a dar detalhes sobre a visita de Kim Jong-il

Pequim, 4 mai (EFE).- O Governo chinês se negou hoje a dar detalhes sobre a visita do líder norte-coreano, Kim Jong-il, ao país asiático.

EFE |

Pequim, 4 mai (EFE).- O Governo chinês se negou hoje a dar detalhes sobre a visita do líder norte-coreano, Kim Jong-il, ao país asiático. Segundo a agência sul-coreana "Yonhap", que cita uma fonte oficial em Seul, Kim chegou à cidade portuária chinesa de Dalian, com seu séquito oficial e dirigiu-se ao hotel Furama dessa cidade. "Com relação a este tema, não tenho nenhuma informação", se limitou a declarar hoje em entrevista coletiva a porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores, Jiang Yu. "China e Coreia do Norte mantêm uma longa tradição de visitas e intercâmbios de alta categoria", apontou Jiang com um sorriso. Perguntada pelos jornalistas, a porta-voz evitou desmentir a viagem e insistiu em que não dispunha de "informação" respeito ao paradeiro do líder norte-coreano. Se confirmado, esta seria a quinta visita do Kim Jong-il, de 68 anos, à China (2000, 2001, 2004, 2006), todas elas em trem e no meio de um grande secretismo. A última ocorreu há quatro anos, quando se deslocou a algumas das principais cidades industriais do sudeste chinês e se reuniu com o presidente Hu Jintao. Desde janeiro especula-se sobre uma possível visita de Kim Jong-il ao gigante asiático, embora as datas de suas viagens ao exterior costumem ser secretas devido a motivos de segurança. De fato, nas últimas ocasiões em que o líder norte-coreano visitou China, Pequim não confirmou a viagem até o dia seguinte do retorno de Kim a Pyongyang. A China é o principal país aliado do regime norte-coreano e seu principal suporte econômico e humanitário através das doações. Além disso, os analistas interpretam uma eventual visita de Kim à China como a passagem prévia ao reatamento das conversas de seis lados para a desnuclearização norte-coreana, desejada por Pequim e bloqueada desde o fim de 2008. Isso ocorreu devido à rejeição norte-coreana às sanções do Conselho de Segurança da ONU, após o lançamento de um foguete de longo alcance e um teste nuclear em maio de 2009. EFE gmp/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG