China revoga visto de campeão olímpico americano

As autoridades chinesas revogaram o visto do americano Joey Cheek, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de inverno de Turim-2006 na patinação de velocidade e militante da causa de Darfur, informaram várias ONGs.

AFP |

"Apesar do fato de sempre ter falado de maneira positiva do ideal olímpico, e de jamais ter defendido um boicote ou um pedido a um atleta para quebrar uma regra do COI, meu visto foi revogado menos de 24 horas antes de minha viagem", declarou Cheek, um dos co-fundadores do Team Darfur.

"A embaixada da China em Washington revogou o visto do medalhista de ouro olímpico e co-fundador do Team Darfur Joey Cheek para viajar a Pequim por ocasião dos Jogos Olímpicos", afirma o grupo ativista Team Darfur em comunicado.

Cheek, já aposentado, pretendia viajar para a capital chinesa para apoiar mais de 70 atletas que se comprometeram a chamar a atenção, durante os Jogos (8 a 24 de agosto), sobre a situação na região sudanesa de Darfur.

O ministério das Relações Exteriores da China informou que os vistos integram a capacidade soberana do Estado.

"O objetivo é permitir que as competições aconteçam em um clima seguro e conveniente, tanto para os espectadores como para os participantes", afirma o ministério em um comunicado.

"Uma coisa é que rejeitem um visto e outra diferente é que o revoguem", disse Jonathan Freedman, porta-voz da organização Dream for Darfur.

A embaixada americana na China manifestou preocupação com a revogação do visto de Cheek.

"Comunicamos às autoridades chinesas nossa preocupação com o fato de que cidadãos americanos em deslocamento legítimo se vejam privados de autorizaçãopara viajar a China", disse à AFP o porta-voz da embaixada, Robert Raines.

A China tem relações estreitas com o Sudão, sendo um dos principais compradores de petróleo do país africano e um investidor chave na economia desta nação.

Os grupos militantes da causa de Darfur acusam Pequim de não fazer o suficiente para tentar resolver a situação crítica na região, que já deixou mais de 300.000 mortos desde 2003, segundo a ONU.

mbx/fp

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