Autoridades chinesas confirmam a morte de quatro pessoas após inundação de rio na fronteira com a Coreia do Norte

As autoridades chinesas retiraram pelo menos 253,5 mil pessoas da Província de Liaoning, situada no nordeste da China, após o transbordamento do rio Yalu, fronteira natural que separa o país da Coreia do Norte . As enchentes na região deixaram quatro mortos, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias "Xinhua" (Nova China).

Na outra margem do Yalu, na Coreia do Norte, mais de 5 mil foram levados para locais mais seguros depois que várias partes da cidade de Sinuiju e comunidades rurais ficaram completamente inundadas. Segundo a imprensa oficial, o líder norte-coreano, Kim Jong-Il, mobilizou o Exército para uma operação de salvamento em Sinuiju, onde várias partes da cidade ficaram "completamente submersas". De acordo com a agência oficial KCNA, muitos habitantes se refugiaram nos telhados de suas casas e nas colinas.

Neste fim de semana, as chuvas torrenciais fizeram com que as águas do rio subissem a seu nível máximo em mais de uma década, causando o desmoronamento do dique de contenção do Yalu.

As chuvas inundaram parte da cidade fronteiriça chinesa de Dandong, mas um segundo dique evitou a inundação da região central da cidade. Além disso, as inundações provocaram o desmoronamento de 361 casas e cortaram a provisão de energia elétrica, as comunicações e o transporte em algumas áreas.

O nível das águas começou a baixar nesta segunda-feira. Apesar disso, as autoridades provinciais advertem que a região ainda está em perigo, com os meteorologistas prevendo mais chuvas sobre essa região nos próximos dias. "A inundação retrocede e as operações de limpeza prosseguem", declarou à AFP um membro dos serviços de controle de enchentes.

Deslizamento de terra

O governo chinês informou no domingo que subiu para 1.435 o número de mortos no grande deslizamento de terra e barro que atingiu o distrito chinês de Zhouqu, na Província de Gansu, noroeste do país, em 8 de agosto . Também há 330 desaparecidos, cujas buscas foram suspensas pelas autoridades pelo receio de epidemia.

Os dados foram atualizados pela Nova China, que também citou um porta-voz governamental que anunciou o fim dos trabalhos de resgate. "Os corpos começaram a apodrecer após ficarem soterrados durante duas semanas. Buscando os corpos, há o risco de surtos de epidemias", assegurou o porta-voz.

Em Puladi, na Província de Yunnan , outra localidade atingida por deslizamento de terra, os serviços de emergência que trabalham na busca de 69 desaparecidos ficaram isolados e sem suprimentos, depois de as inundações bloquearem a única estrada de acesso ao local.

O país asiático vive sua pior temporada de inundações em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde o início das chuvas, em maio, com danos comparáveis aos causados pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua em 1998, que ocasionaram mais de 4 mil mortes e deixaram 140 milhões de deslocados.

*Com AFP e EFE

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