China ressalta gravidade de crime cometido por britânico executado

A embaixada da China em Londres tratou nesta terça-feira de justificar a execução de um britânico, condenado à morte por tráfico de drogas mas considerado por sua família como um portador de doença mental, ressaltando a gravidade do crime.

AFP |

"Akmal Shaikh foi condenado por uma grave crime de tráfico de drogas. A quantidade de heroína que ele trouxe à China era de 4.030 gramas, o suficiente para matar 26.800 pessoas e ameaçar várias famílias", destacou a embaixada em seu site.

"Os direitos de Shaikh foram respeitados" durante todo o processo que levou à execução desta terça-feira, argumentou a repartição chinesa, frisando que "a alegada doença mental (de Shaikh) não aparece nos boletins médicos".

"Vistos foram concedidos a dois primos de Shaikh no dia seguinte ao Natal", lembrou a embaixada.

A embaixada também recordou o forte ressentimento da população chinesa contra os traficantes de drogas e afirmou que "de acordo com uma pesquisa recente na internet, 99% das pessoas entrevistadas apoiaram a decisão de tribunal".

"As diferenças entre os sistemas judiciários da China e do Reino Unido não deveriam ser um obstáculo à intensificação de nossas relações bilaterais baseadas no respeito mútuo", concluiu a embaixada.

Akmal Shaikh, 53 anos, foi executado por injeção letal em Urumqi, capital da província de Xinjiang (noroeste da China), tornando-se o primeiro europeu a sofrer a pena de morte na China em 58 anos.

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