China: relatório do Pengágono é grosseira deformação da realidade

A China denunciou nesta quinta-feira o relatório do Pentágno divulgado na véspera, sobre a potência militar chinesa, qualificando-o de grosseira deformação da realidade.

AFP |

Segundo o informe publicado na quarta-feira, o Pentágono considera que o desenvolvimento militar da China nos domínios nuclear, espacial e cibernético, ameaça o equilíbrio regional na Ásia.

"É uma flagrante deformação da realidade e a China se opõe a ele", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Qin Gang.

"O relatório divulgado pelos americanos continua jogando com a falácia da ameaça militar chinesa", acrescentou.

Qin pediu a Washington que deixe de publicar informes desse tipo "para evitar prejudicar ainda mais as relações militares bilaterais".

Após a divulgação do documento, um porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, pediu "um diálogo militar mais vigoroso" e "mais contatos" com a China, da qual lamentou a "falta de transparência" em matéria de defesa.

Entre outubro e fevereiro, a China suspendeu o diálogo militar com os Estados Unidos para protestar contra a venda de armas americanas a Taiwan no valor de 6,5 bilhões de dólares. A ilha nacionalista é vista pela China como província rebelde.

Pequim pretende aumentar o orçamento militar em 14,9% no ano de 2009, após uma alta de 17,6% em 2008, mas alega que suas intenções são puramente defensivas.

O dossiê militar e a questão de Taiwan são dois grandes pontos de divergência entre Estados Unidos e China.

A China manifestou ainda um grande descontentamento com a resolução da Câmara de Representantes dos Estados Unidos reafirmando o compromisso americano com a segurança de Taiwan.

"O Congresso americano ignorou a posição da China ao aprovar uma resolução que promete um compromisso inquebrantável em relação a Taiwan Relation Act, aprovada há 30 anos", afirma um comunicado do ministério chinês das Relações Exteriores em seu site.

"A parte chinesa expressa seu grande descontentamento e formula um protesto oficial junto à parte americana", disse o porta-voz do ministério, Qin Gang, citado no comunicado.

O relatório do Pentágono diz que "as Forças Armadas (chinesas) continuam a conceber e a colocar em operação tecnologias 'perturbadoras', principalmente nos domínios nuclear, espacial e da cibernética, que alteram os equilíbrios militares regionais e têm implicações para além da zona Ásia-Pacífico", segundo o relatório anual do Departamento americano de Defesa sobre o poderio militar da China.

"O Exército chinês alerta também para as armas de longo alcance que podem permitir à China mobilizar forças para garantir acesso a seus recursos ou para fazer valer as suas reivindicações territoriais", indicou.

Após a divulgação do relatório, um porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, pediu "um diálogo militar mais vigoroso" e "mais contatos" com a China, da qual lamentou a "falta de transparência" em matéria de defesa.

"Quanto mais dialogarmos, mais teremos chances de compreender nossas respectivas intenções, e também reduzir ou eliminar possíveis mal-entendidos", declarou durante uma entrevista coletiva à imprensa.

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