Um alto funcionário do governo da China afirmou aos emissários do Dalai Lama, o líder budista tibetano no exílio, que a independência ou até mesmo una semi-indepedência do Tibete estão fora de qualquer discussão, informou a agência estatal Xinhua (Nova China).

"Em nenhum momento ou circunstância daremos mostras de fragilidade e e 'independência' do Tibete ou uma 'semi-independência' ou 'independência disfarçada' estão fora de qualquer discussão", afirmou Du Qinglin, representante do Partido Comunista da China responsável pelas negociações com os enviados do Dalai Lama.

Dois emissários do Dalai Lama participaram na terça-feira e quarta-feira de uma nova rodada de negociações, iniciadas em 2002, sobre o estatuto do Tibete, informou uma fonte do governo tibetano no exílio na Índia, que pediu anonimato.

O Dalai Lama, que vive exilado na Índia desde 1959, afirmou na segunda-feira que a reivindicação por mais autonomia do Tibete fracassou e pediu aos tibetanos que estejam abertos a todas as opções.

"Minha confiança no governo chinês é cada vez menor. A repressão no Tibete aumenta e não posso fingir que tudo está bem", declarou o Dalai Lama, em uma visita ao Japão.

"Devo reconhecer o fracasso. Nosso enfoque, destinado a obter mudanças, fracassou e, ao mesmo tempo, as críticas dentro da comunidade tibetana aumentaram", acrescentou o líder espiritual tibetano.

Pressão

Jovens exilados tibetanos separatistas pressionam há vários meses para radicalizar o movimento e ameaçam deixar para trás a velha guarda do líder religioso, que já tem 73 anos e cujo estado de saúde é frágil.

Depois de várias décadas de combate político e religioso, o Prêmio Nobel da Paz de 1989 anunciou que decidiu entrar em "semi-aposentadoria" e que a futura linha política ante as autoridades chinesas será discutida em 17 de novembro durante uma reunião em Dharamsala (residência no exílio do Dalai Lama), norte da Índia.

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