China rejeita declaração sobre o Tibete de cúpula UE-EUA

Pequim, 12 jun (EFE).- O Governo chinês expressou sua rejeição à declaração conjunta sobre o Tibete da Cúpula União Européia (UE)-Estados Unidos, realizada em Brdo (Eslovênia), e disse se tratar de uma intromissão nos assuntos internos da China, informou a agência oficial Xinhua.

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"Prestamos atenção nas informações relacionadas, e nos opomos à declaração sobre o Tibete da cúpula UE-EUA", declarou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang.

Qin reiterou que o Tibete é uma parte inseparável do território chinês, e que "trata-se de uma questão interna da China, como também são os contatos do Governo chinês com o dalai lama".

Na declaração, os líderes de UE e EUA expressaram sua preocupação com os recentes distúrbios no Tibete, e pediram a todas as partes que "evitem mais violência".

No mesmo documento, a UE e os EUA disseram acolher positivamente os contatos com os representantes do dalai lama, e encorajam ambas as partes a promover o mais rápido possível um diálogo substantivo, construtivo e orientado a buscar resultados.

Sobre o pedido feito por UE e EUA à China, para que trate de sua "pobre situação em matéria de direitos humanos", Qin destacou que Pequim fez contínuos esforços para promover e proteger os direitos humanos.

"A China se opõe decididamente a qualquer tentativa de interferir nos assuntos internos de outras nações tomando como pretexto os direitos humanos", destacou o porta-voz.

"As disputas devem resolver-se sobre a base da igualdade e a confiança mútua, e através do diálogo e da cooperação", disse Qin.

EFE pc/gs

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