China reivindicará maior representação de emergentes em organizações mundiais

Pequim, 6 nov (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, participará da próxima cúpula do G20, em Washington, com atitude construtiva e com o objetivo de aumentar a representação das economias emergentes nas organizações internacionais, informou hoje um porta-voz oficial.

EFE |

Segundo explicou à imprensa hoje o vice-ministro de Assuntos Exteriores chinês, He Yafei, a crise econômica e financeira mundial obriga os países presentes à reunião a tomarem dois tipos de medidas diferentes, a curto e a longo prazos.

Entre as medidas mais urgentes, o Governo chinês destaca "estabilizar e dar confiança ao mercado e fortalecer a supervisão financeira para prevenir uma recessão global", enquanto a longo prazo propõe uma reforma "inteira" do sistema financeiro para que seja "justo".

"O sistema financeiro internacional tem deficiências e precisa ser reformado (...). É preciso dar mais importância aos países em desenvolvimento e aos menos desenvolvidos, pois a China é um país em desenvolvimento", disse o vice-ministro chinês.

"Quando os países desenvolvidos implementarem políticas macroeconômicas, devem levar em conta o impacto no resto do mundo", acrescentou He.

Neste sentido, o vice-ministro também disse que a comunidade internacional não pode usar a crise como desculpa para reduzir a cooperação com os países em desenvolvimento.

No entanto, a China ainda não confirmou sua participação no fundo de resgate elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e que está na agenda da cúpula de Washington.

"Qualquer plano ou iniciativa será discutido, e a China participará", declarou He, que acrescentou que a cúpula "não é uma reunião sobre se a China investirá ou não (no fundo)".

"A melhor contribuição que a China pode fazer (para ajudar na crise mundial) é aumentar o consumo doméstico e o investimento em infra-estruturas para assegurar o crescimento interno", explicou o vice-ministro.

Além de Hu, o ministro das Finanças chinês, Xie Xuren, e o governador do Banco Popular da China (autoridade monetária), Zhou Xiaochuan, irão à capital americana para participarem da cúpula de 15 de novembro.

"Há muitas expectativas para esta cúpula (...). Achamos que todas as partes devem fazer um esforço comum para conseguirem um resultado positivo, mas é impossível solucionar todos os assuntos em um só encontro. Será só um começou, mas um bom começo", declarou He.

O G20 é composto pelos países do G8 (formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), a União Européia (UE) e países emergentes de todo o mundo.

Também integram o grupo Brasil, Argentina, Austrália, Coréia do Sul, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia.

Participarão da cúpula de Washington o FMI, o Banco Mundial e o Banco Central Europeu (BCE). EFE gmp/wr/fal

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