China reitera que líder uigur tem ligação com terroristas

Pequim, 11 jul (EFE).- O Governo chinês intensificou hoje, através da imprensa oficial, os ataques contra a empresária uigur Rebiya Kadeer, a quem acusa de estar por trás dos distúrbios de 5 de julho em Urumqi (Xinjiang) e de ter ligações com terroristas.

EFE |

Um artigo da agência oficial de notícias "Xinhua" assegura hoje que Kadeer, de 62 anos e presidente do Congresso Mundial Uigur, "tem contato estreito com organizações terroristas" e que falou por telefone nos dias anteriores aos distúrbios com seu irmão na região autônoma de Xinjiang, advertindo sobre "algo grande" que aconteceria.

Ao mesmo tempo, em suas provas para demonstrar a repressão policial de 5 de julho e em dias posteriores, a líder uigur caiu em erros e contradições, segundo a "Xinhua".

De acordo com a agência, Kadeer exibiu fotos de policiais tomando as ruas da cidade Shishou - onde há poucos dias também houve distúrbios - dizendo se tratar da capital regional, Urumqi.

A "Xinhua" diz ainda que "Kadeer lamenta o corte de comunicações por internet e telefone, mas por outro lado assegura que seus contatos com Urumqi dizem que morreram centenas de uigures".

Por último, a "Xinhua" alega que Kadeer é a própria prova de que não é veradade que os uigures estejam sendo discriminados na China e vivam na pobreza, como ela e as organizações no exílio alegam.

O Congresso Mundial Uigur e outras associações dessa etnia no exílio, concentradas em países como Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Turquia, asseguram que os distúrbios são resultado de décadas de discriminação a seu povo, e que neles morreram 800 pessoas, e não 184 como o Governo central alega. EFE abc/rr

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