China reitera oposição a visita do Dalai Lama a Taiwan

PEQUIM - A China disse se opor firmemente à visita do Dalai Lama a Taiwan, uma viagem que o líder religioso tibetano anunciou com a intenção de abençoar as vítimas do tufão Morakot, o mais destrutivo dos últimos 50 anos na ilha.

EFE |

AP
O líder espiritual do Tibete Dalai Lama
O líder espiritual do Tibete Dalai Lama
"O Dalai Lama não é uma figura religiosa pura", disse um porta-voz do Escritório de Assuntos com Taiwan, que pertence ao Conselho de Estado (Executivo chinês), em declarações ao jornal oficial local "China Daily".

O porta-voz, sem se identificar, ressaltou que o dalai lama, "sob o pretexto da religião, sempre esteve participando de atividades separatistas".

"Quando as pessoas de todos os setores na China estão estendendo uma mão para ajudar Taiwan a reconstruir e superar a catástrofe do tufão rapidamente, alguns membros do PDP tiveram a oportunidade de traçar a visita do dalai lama a Taiwan", argumentou o porta-voz.

Segundo ele, a visita do dalai lama "obviamente não é pelo bem de alívio de desastres, mas uma tentativa de sabotar a boa situação conseguida" entre China e Taiwan.

O presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, aceitou ontem a polêmica visita, assinalando que é "para rezar pelas almas dos mortos e abençoar os sobreviventes do tufão".

O convite ao líder tibetano foi feito pelos prefeitos independentistas do sul de Taiwan, região mais afetada pelo tufão "Morakot", que matou 463 pessoas e deixou outras 190 desaparecidas.

O presidente taiuanês está empenhado em reverter as complicadas relações com a China mantidas por seu antecessor, Chen Shui-bian, e desde que chegou ao poder busca distensão e uma aproximação civil e econômica com Pequim.

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