Pequim, 17 mar (EFE).- A China, país que proibiu o tráfico de órgãos em 2007, realizará em abril o primeiro julgamento contra uma rede dedicada a este comércio, agora na clandestinidade, informou o jornal oficial Diário do Povo.

O caso, que coloca quatro pessoas no banco dos réus, envolve quatro doações ilegais de fígado e rim, e acontece no tribunal do distrito de Haidian.

Um dos doadores, de sobrenome Liu, também será julgado como parte da rede, desmontada, aparentemente, quando outra pessoa que doou órgãos denunciou o caso à Polícia depois que o grupo não pagou o dinheiro prometido.

A lei contra o tráfico de órgãos chinesa, em vigor desde 1º de maio de 2007, prevê penas de até cinco anos para os culpados.

Segundo reconhece a imprensa chinesa, o mercado negro cresceu nos últimos anos. Boa parte dos três mil doadores vivos de órgãos na China em 2008 utilizaram identificações falsas, já que a lei de 2007 só permite transplantes de órgãos de pessoas vivas a seus parentes.

Com simples buscas da internet é fácil encontrar vendedores de órgãos que falsificam os dados dos doadores para que os transplantes sejam possíveis. Os criminosos inclusive têm contatos com os hospitais para que realizem as operações sem problemas com a justiça. EFE abc/fm

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