China reabre Tibete para turismo estrangeiro

Depois de três meses fechado à entrada de turistas estrangeiros por causa dos conflitos violentos que se espalharam pela região em março, o Tibete foi reaberto, nesta quarta-feira, para o turismo estrangeiro, afirmou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Em entrevista à agência, uma autoridade do turismo local afirmou que a região estava segura e que os turistas internacionais são novamente bem-vindos ao Tibete.

BBC Brasil |

O governo chinês havia fechado o Tibete para o turismo estrangeiro depois que uma onda de conflitos violentos eclodiu em Lhasa, em 14 de março.

A decisão de reabertura da província foi tomada depois da passagem da Tocha Olímpica pela região, que ocorreu sem tumultos.

"O sucesso da passagem da tocha por Lhasa, há três dias, demonstrou que as bases da estabilidade social foi ainda mais consolidada", disse Tanor, subdiretor da Administração de Turismo do Tibete à Xinhua.

Além disso, uma funcionária do Bureau de Turismo do Tibete, em Lhasa, afirmou à BBC News que a entrada dos turistas estrangeiros já estaria ocorrendo na região.

De acordo com a Xinhua, a entrada de grupos de turistas domésticos já estava permitida desde abril.

Jornalistas
Apesar da permissão com relação aos turistas, o acesso de jornalistas à região continua extremamente limitado.

Em uma coletiva de imprensa na terça-feira, o porta-voz do Ministério do Exterior, Liu Jianchao, afirmou que "as viagens para a realização de reportagens no Tibete serão organizadas assim que possível, quando a situação no local retornar ao normal".

Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês, no dia 10 de março.

Vários tibetanos aderiram às manifestações. O governo chinês afirma que os manifestantes mataram pelo menos 19 pessoas, mas o governo do Tibete no exílio afirma que as forças de segurança deixaram dezenas de mortos.

Os protestos foram considerados os piores e mais violentos dos últimos 20 anos.

Na semana passada, uma autoridade chinesa afirmou que 116 pessoas continuavam presas por causa dos protestos, mas ativistas de direitos humanos afirmam que esse número pode ser ainda maior.

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