PEQUIM - O primeiro grupo de turistas chineses a visitar o Tibete desde os distúrbios de 14 de março chegará na noite de hoje à região autônoma, informa o escritório de turismo tibetano, que não disse quando os estrangeiros poderão fazer o mesmo.

"O Tibete vai manter sua imagem como um destino turístico seguro, sadio e civilizado", declarou Zhanor, subdiretor do Escritório de Turismo da Região Autônoma do Tibete, à agência de notícias "Xinhua".

O grupo turístico, composto por 15 pessoas, partiu da cidade de Xining, capital da província chinesa de Qinghai, no trem inaugurado em julho de 2006 e que levou uma avalanche de turistas chineses ao Tibete.

Outros três grupos, totalizando 34 turistas chineses, devem visitar a região no final desta semana.

A "Xinhua" destaca que estas viagens são uma demonstração da "volta à normalidade" após as revoltas de março.

Segundo o Governo chinês, pelo menos 18 civis foram mortos por tibetanos violentos instigados pelo dalai lama, enquanto grupos tibetanos no exílio afirmam que aconteceram mais de cem mortes causadas pela repressão militar chinesa após o protesto.

Os dois dados não foram confirmados, pois as autoridades chinesas deixaram de emitir vistos para turistas, observadores e jornalistas estrangeiros após os distúrbios alegando questões de segurança e "reconstrução das instalações turísticas" e dos mosteiros destruídos durante a revolta.

No entanto, turistas chineses, individualmente, puderam entrar na região.

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Os grupos de ativistas tibetanos e defensores dos direitos humanos reagiram à repressão no Tibete pedindo boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim e tentando atrapalhar o revezamento da tocha olímpica.

Enquanto isto, na China se gerou um forte sentimento nacionalista, e a imprensa estrangeira foi acusada de distorcer a revolta tibetana.

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